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sábado, 12 de novembro de 2011

deitar gasolina na fogueira do Médio Oriente


A América, ainda que de sob o discurso menos agressivo de Obama, continua calmamente a desestabilizar a região de acordo com os seus próprios interesses, sem se preocupar por estar a derramar gasolina sobre uma fogueira que se pode transformar, a qualquer momento, num incêndio incontrolável, potencialmente alimentado até por uma confrontação com armas nucleares.

A troco de uns bons dólares para compôr o monstruoso défice orçamental e para ajudar a cobrir o falhanço do seu programa de criação de empregos, Obama continua a alimentar o complexo-militar industrial que tanto criticou na campanha eleitoral. Estou honestamente decepcionado, ainda que não surpreendido.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

o impacto orçamental da paz

Durão Barroso em 2003, aceitando voluntariamente o vil papel de lacaio anfitrião, perante aqueles que para consumo interno do seu (ex-) país passaram por ser os seus pares, ofereceu-lhes as Lages, contra o Mundo, para que decretassem a invasão ilegítima do Iraque.

Sócrates em 2010 oferece, mendigando, o território português para a cimeira da Nato, assumindo, para consumo interno do seu país (e não olhando a despesas), a natureza de par daqueles que se pretendem complementar aos EUA (agora em avisado declínio consentido de liderança absoluta da organização), como líderes co-determinantes da política agressiva e de hegemonia militar mundial. Sócrates, tal como Barroso para a invasão do Iraque, quer parecer ser membro de primeira linha de uma aliança cujo carácter belicista e ofensivo se desmascarou e deixou de fazer sentido, aos olhos de pessoas minimamente atentas, desde a dissolução do Pacto de Varsóvia.

Assim, como por força das circunstâncias os EUA principiam a vislumbrar, a NATO apenas está a servir hoje para lançar ou manter missões de guerra dispendiosas e insolventes à escala planetária. E Portugal, através do seu Governo e do seu Presidente da República, quer (parecer) estar na linha da frente deste absurdo. E Portugal corta nos abonos de família de mais de um milhão dos seus filhos para abonar a Cimeira. E Portugal corta às Autarquias o equivalente ao que gasta (75 milhões de euros) em despesas das suas Forças Armadas ao serviço da Nato no estrangeiro (nomeadamente os 162 militares, mais o respectivo equipamento, que mantém no Afeganistão).

E o que faz a NATO no Afeganistão? Depois de se aliar aos talibans e de armá-los até aos dentes para combater a presença de tropas soviéticas naquele país, até 1988, abriu de seguida, contra os seus anteriores aliados, uma guerra prolongada e sem saída, matando civis às dezenas, com uma certa regularidade! Eis aqui o ex-libris da honrosa missão da NATO no Mundo…

E aqueles outros que pedem desculpa aos portugueses, como Passos Coelho ou Mário Soares, ou que as lamentam nos Açores, como César, ou até as condenam, como Berta, referindo-se às medidas restritivas, por eles no entanto consideradas inevitáveis, previstas pelo Orçamento de Estado para 2011, suportam por outro lado todos eles, com toda a convicção e sem nenhum rebate de consciência, o despesismo milionário continuado e o empenhamento absurdo do seu país nestas “honrosas” missões da aliança militar.

Como todos o dizem, é tempo de fazer contas, cortar nas despesas e aumentar as receitas. É tempo portanto de incluir no Orçamento de Estado uma nova rubrica de investimento: a Paz.

Altamente lucrativa e potenciadora de importantes mais-valias, a Paz constitui um investimento menos volumoso que a Guerra, exige muito menos despesas de manutenção e, em simultâneo, apresenta uma rentabilidade produtiva substancialmente mais elevada.

E se muitas razões assistem àqueles que, com coragem verdadeira, vão aderir à Greve Geral no próximo dia 24, para contestar as falaciosas medidas “corajosas” impostas pela aliança do Governo/PSD/Presidente da República à maioria dos portugueses, esta, pelo seu impacto no corte das despesas, é sem dúvida também mais uma a acrescentar como fazendo parte coerente de um outro orçamento possível, que não aquele que nos apresentam como inevitável.

Mário Abrantes

segunda-feira, 22 de março de 2010

"this is what change looks like"

Descubro, através de um bom vizinho, que a semana começa com uma boa notícia: a aprovação pela Câmara de Representantes da Reforma da Saúde prometida por Obama

Uma reforma sem dúvida imperfeita (especialmente para os nossos padrões europeus), parcelar e, mesmo, mutilada de alguns dos seus aspectos essenciais. Mas uma reforma histórica.

Não. Obama não é socialista. Não é sequer, para os nossos padrões "um homem de esquerda". Mas o conteúdo da sua acção trouxe (traz) progressos objectivos. E seria um erro pensar que o que se passa na América não nos afecta nem influencia. Se há, que há, muito a corrigir e a transformar, a verdade é que depois de Obama nada será como dantes.

Visit msnbc.com for breaking news, world news, and news about the economy

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

em busca da verdade

Mais de mil arquitectos e engenheiros americanos lançaram uma petição para que o Congresso lance uma investigação independente ao desmoronamento das torres gémeas nos ataques do 11 de Setembro. Argumentam estes técnicos que a destruição das torres apresenta todas as características de destruição por explosivas e nenhuma das características de destruição pelo fogo, entre outras incongruências.

Desde o início que os ataques de 11 de Setembro esiveram envoltos em polémica. Começando pela bombástica investigação do jornalista Thierry Meyssan "11 September - the big lie" (em português: 11 de Setembro de 2001: a terrível impostura - Bertrand) e passando pelo aproveitamento político dos ataques por parte da administração Bush, que Michael Moore denunciou no Fahrenheit 9/11, muitas têm sido as contradições apontadas por muitos protagonistas entre dados e versões oficiais sobre o maior ataque que alguma vez atingiu os EUA. A questão é ainda quente e agita as susceptibilidades dentro e fora da América. Mas vai sendo tempo tempo de ultrapassar o maniqueísmo simplista da "guerra ao terror" e procurar o que é verdadeiramente importante: a verdade.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

capitalismo: um drama passional


Michael Moore consegue em "Capitalismo, uma história de amor" mais um filme de grande impacto, um retrato impressionante da crise económica global, as suas causas, os seus protagonistas e as suas vítimas.

Não pode deixar de impressionar o depoimento corajoso da Representante Marcy Kaptur sobre a forma como os órgãos legislativos americanos foram pressionados para a aprovação de um pacote de ajudas aos grandes bancos, sem qualquer avaliação, sem quaisquer contrapartidas.

O retrato da história de amor traído entre a América e o Capitalismo. A não perder!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

política faz-se assim

Apesar de algumas incongruências que (já) se lhe reconhecem e das dificuldades que tem sentido em cumprir as expectativas que gerou na América e no mundo, Obama continua a ser um dos grandes políticos da actualidade, e um dos grandes oradores. O discurso do Estado da União (que a Casa Branca agora disponibiliza no Youtube), dirigido ao Congresso no passado 27 de Janeiro é uma pequena maravilha de gestão de equilíbrios políticos delicados, uma mistura quase perfeita de visão, ironia, contundência e uma prudência sagaz. Concordando ou não, acreditando ou não, tem se de lhe reconhecer o brilhantismo.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

embargo ao direito


São já quase duas dezenas de resoluções a condenar a agressão dos EUA contra o estado cubano, a diferença é que, desta vez, foi aprovada com o número recorde de 187 votos a favor e 3 contra (os habituais EUA, Israel e o Palau) e duas abstenções, das Ilhas Marshal e da Micronésia. Vale a pena ler relato da sessão e as declarações de voto dos delegados, e ver a forma como os EUA displicentemente ignoram todas as regras do direito internacional.

Os EUA estão cada vez mais isolados numa posição que Barack Obama parece querer manter, apesar das promessas sobre um novo fôlego nas relações diplomáticas entre os EUA e o resto do mundo. Coerência, exige-se.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

o problema

Sempre me ensinaram que, para resolver um problema, é meio caminho andado ser capaz de enunciá-lo primeiro.

E o problema da política norte-americana, perante os seus e perante o Mundo, tem sido o facto de nunca se ter apresentado como tal, isto é, como um problema, e antes como um modelo a copiar e a expandir além fronteiras…

Algo me parece estar, no entanto, a mudar a ocidente. Embora com poucos (e pouco temerários) afloramentos por parte dos nossos órgãos de informação, quem esteve mais atento apercebeu-se, por aquilo que neles ouviu e viu esta semana, que os EUA vivem momentos difíceis e de indignas revelações. Confirmam-nos internamente, por um lado, que o perigo do terrorismo no mundo foi empolado por George Bush…para se promover eleitoralmente! Entretanto, muitos estado-unidenses, tal como o seu procurador-geral, manifestam-se perturbados com as recentes confirmações da tortura e da crueldade praticados, não ocasionalmente por este ou aquele militar ou agente mais estressado, mas sistemática e deliberadamente pela CIA, a pretexto do combate ao terrorismo, junto dos detidos nas prisões internacionais controladas pelos EUA. E se se fala de comportamento sistemático e deliberadamente cruel da CIA, fala-se, bem entendido, de orientações oficiais ou oficiosas da administração norte-americana. É precisamente este reconhecimento que está a perturbar o norte-americano comum, bem como importantes instituições jurídicas do país. Obama que inicialmente não sancionou a destruição deliberada dos vídeos da tortura e manifestou vontade de manter estas revelações em segredo, viu-se forçado pelo próprio movimento que o suportou (e ainda suporta) a deixá-las assomar à luz do dia! Para a pátria que se julgava dos direitos humanos é o início da enunciação do problema. E é bom este sinal para os EUA, pois não são uns quaisquer anti-americanistas a acusar, é o próprio país a verificá-lo.

Igualmente bom é, sem dúvida, para um Mundo militarmente vigiado por 800 bases norte-americanas e mais umas tantas da NATO, quais dispendiosos super cruzados da democracia, verificar que algo de errado se passa no país dos seus creditados guardiães.

Uma Nação que se apresenta, em simultâneo com as consequências negativas da política de expansão militar, em pré-colapso financeiro derivado da política neo-liberal, é uma Nação que não orgulha certamente quem nela vive e nas suas virtudes acreditava. Mas depara-se-lhe entretanto outra verdade que a (agora desacreditada) bondade da posição militar dominante antes ofuscava: Em simultâneo com o colapso da banca e o domínio absoluto de dois ou três grandes grupos económicos, conforme nos relata Diniz Borges num interessante artigo do Correio dos Açores, a disparidade económica interna acentua-se e revela-se a níveis nunca antes atingidos, com os 400 norte-americanos mais ricos a possuírem mais rendimentos que um conjunto de 150 milhões de outros compatriotas seus (263 milhões de dólares) e a pagarem cada vez menos impostos, enquanto 90% da população vê baixar os seus rendimentos, sem aumentos salariais significativos desde 1979, endividando-se contínua e irremediavelmente até ao pescoço.

O sonho americano espalhado pelo Mundo parece estar a acordar para uma inesperada verdade que entretanto, bem longe do Iraque ou do Afeganistão, se foi enroscando ali mesmo aos pés da cama. Afinal há um problema! Esse problema é interno e é aí que deverá ser resolvido. Da lógica das coisas e das potencialidades positivas que sempre existiram entre o seu povo, brotarão sem dúvida, cedo ou tarde, soluções mais justas e duradouras para a vida dos cidadãos norte-americanos e da sua grande Nação.
Mário Abrantes

domingo, 5 de julho de 2009

americanos



Ainda a propósito do 4 de Julho, partilho mais um brilhante documentário da Aljazeera sobre os muçulmanos nos EUA.

Rageh Omaar vai muito para lá dos previsíveis sintomas de discriminação e intolerância e descobre gentes e lugares para quem as cores do Islão são também o branco, azul e vermelho. Porque no sonho americano cabem (deviam caber) todos.

A não perder os restantes episódios.

sábado, 4 de julho de 2009

assinalando o 4 de Julho



E, para os que permanentemente me acusam de anti-americanismo, uma referência à que foi a primeira grande revolução democrática ocidental, percursora da revolução francesa.

sábado, 27 de junho de 2009

do mundo: boas e más notícias

Da Irlanda do Norte chegam boas notícias. Os grupos protestantes lealistas aceitam finalmente depor suas armas.

O radicalismo protestante foi sempre um dos principais factores de instabilidade no país, beneficiando durante muito tempo do beneplácito das autoridades inglesas para manter viva uma guerra que Londres considerava útil para os seus próprios fins políticos.

Quatro anos depois de o IRA ter tomado unilateralmente a decisão de baixar as armas, os grupos protestantes, os que mais tem ameaçado o processo de paz e que maiores entraves lhe têm colocado, parecem finalmente perceber que no Ulster só haverá vitórias desarmadas. Ainda bem.


Dos Estados Unidos da América chega-nos a notícia que a administração Obama continua a contemplar a ideia de manter prisioneiros sem culpa formada ou julgamento com períodos de detenção "indefinida".

Pese embora a vozearia do novo Presidente sobre o império da Lei e sobre os EUA voltarem a ser um estado de direito, parece que há questões que são intocáveis. Nomeadamente a vontade dos EUA poderem continuar a raptar e incarcerar indefinidamente pessoas em qualquer ponto do mundo, em função das suas conveniências políticas. É pena.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

coragem, visão, coerência

Perante um défice de 1,84 biliões de dólares, a administração Obama reduz a carga fiscal sobre a classe média e as pequenas empresas, ao mesmo tempo que corta benefícios fiscais às grandes empresas e reintroduz um imposto máximo para as grandes fortunas.

A isto tem de se chamar justiça e cumprimento dos compromissos que assumiu com o povo americano.

A isto chama-se visão, pois só com a introdução de factores objectivos de justiça social e equilíbrio na distribuição de rendimentos é que se poderá vencer a crise.

Sobretudo, um gesto de profunda coragem aos enfrentar os interesses instalados que arruinaram a economia norte-americana.

Soubessem os nossos governos aprender com o exemplo...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

amigos da águia


Para garantir que Portugal não iria reagir perante a invasão indonésia de Timor-Leste, os EUA não hesitaram em recorrer a todos os meios, entre os quais financiar grupos marginais independentistas, e usá-los como sinistra moeda de troca para garantir o silêncio português perante os crimes indonésios contra o povo de Timor-Leste. É o que já se sabia, mas agora com provas vindas dos próprios norte-americanos.

Uma lição para os que teimam em confundir a amizade com o povo americano, (que acolheu e acolhe milhares de açorianos), com subserviência à administração americana que, nesta como noutras matérias, não esteve objectivamente ao nosso lado e não hesitou em utilizar a nossa amizade para os seus próprios fins.