Mostrar mensagens com a etiqueta Gripe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gripe. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

o que este inverno trouxe

Deprimentes baldes de água fria sempre enquadraram a manifesta falta de delicadeza e de conveniência com que a verdade frequentemente se declara.

Afinal foi granizo e não neve o que, no passado dia 29 de Dezembro pintou de branco os acessos às Sete Cidades. Correcção triste (em especial para os entusiasmados que, como eu por exemplo, espalharam rapidamente a notícia até às antípodas) mas irremediavelmente verdadeira. E isto porque, para aqueles que lidam quotidianamente com o clima e cientificamente aprenderam a explicá-lo, os meteorologistas, é muito improvável que alguma vez esse fenómeno venha a acontecer onde se disse (e se espalhou) que aconteceu… E já estou até capaz de dizer que, para eles, seria despiciendo ir ao local colher amostras comprovativas da sua afirmação.

Engano sem importância. O seu móbil foi inocente e tão simplesmente a ilusão da neve a alegrar os corações de quem, não estando acostumado com ela, já se desacostumara dos efeitos depressivos trazidos por um Inverno como há mais de uma década não acontecia por estas ilhas…

E, de constipação em constipação, esses rigores trouxeram uma pandemia que se espalhou em velocidade relâmpago pelo mundo, mais sob a forma de pânico instigado do que, como se está tornando progressivamente evidente, em consequências catastróficas pré-anunciadas. Engano premeditado este. O balde de água fria não caiu a tempo de evitar que se fizesse o maior negócio mundial do século. A gripe A, agora tida como menos agressiva e prejudicial que a gripe comum, encheu incomensuravelmente de satisfação (lucros, entenda-se) os laboratórios que produziram a respectiva vacina. Tudo à custa de uma monstruosa máquina de propaganda estimuladora, montada com acólitos nos governos e nos órgãos de comunicação do mundo inteiro. Em Portugal, seriam adquiridas mais de 2 milhões de vacinas, segundo a Ministra…e agora não há quem as queira. Lixo é o seu destino (ou os chamados países subdesenvolvidos, mesmo sem alguma vez as terem solicitado). Tão só um hediondo crime de lesa orçamentos públicos, em tempo de crise, cujos culpados nunca serão julgados!

E estará em vias de cair um balde de água fria sobre o “aquecimento global”? Que dirão os europeus ou os chineses, atravessando o Inverno mais rigoroso de há muitos anos a esta parte? E as calotes polares (se falassem…) recuando de um lado, mas crescendo do outro? E mesmo os atarefados criadores dos modelos de aquecimento, mudando oportunamente o termo para “alterações climáticas”, para prosseguir (e progredir) noutro incomensurável negócio à escala planetária: o da compra e venda de emissões de CO2?

A necessidade dos cuidados higio-sanitários para a prevenção da gripe, ou a necessidade do combate à poluição provocada pela actividade humana, são necessidades em si mesmo. Para os casos em presença, foram (estão) a ser utilizadas à escala do planeta como móbil ilícito (e delapidador de recursos) para acobertar incomensuráveis e lucrativos negócios que apenas beneficiam alguns.

Não foi o granizo em lugar da neve, foram baldes de água fria o que de importante este Inverno trouxe…
Mário Abrantes

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Influenza, o velho inimigo

Como se previa, a gripe A chegou finalmente a Portugal e também aos Açores. O que talvez não se previsse era que o seu alastramento fosse tão rápido. Passámos de zero para mais de 20 casos em poucos dias.

Confesso que estou alarmado. O Influenza e particularmente esta sua estirpe H1N1, é um dos nossos mais antigos e mortíferos inimigos. Há menos de 100 anos atrás, este mesmo vírus infectou um terço da população do planeta e matou cerca 100 milhões de pessoas, ficando conhecido como "gripe espanhola". A diferença particular em relação a outros tipos de gripe é o facto de se revelar mortal em camadas etárias intermédias, jovens adultos e outros indivíduos saudáveis. Hoje em dia viajamos muito mais do que em 1918 e o contágio é virtualmente imparável, especialmente em países e destinos de férias como são Portugal e os Açores.

Embora não tenham uma eficácia a 100% alguns anti-virais como o Tamiflu têm-se revelado adequados. Importava evitar pânicos e corridas às farmácias, mas também tomar medidas acertivas e rápidas. Porque é que estes medicamentos ainda não estão a ser distribuídos gratuitamente aos grupos etários mais vulneráveis, como são as crianças e os idosos?