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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

proteger os tubarões

O Programa Ambiental das Nações Unidas conseguiu, no âmbito da Convenção Internacional sobre espécies migratórias, um novo acordo internacional para a protecção de várias espécies de tubarões.

Em prol de outras espécies mais simpáticas ou populares (e porventura não estigmatizadas como monstros sanguinários pelos filmes de Hollywood), os tubarões foram em grande parte esquecidos, quer pela investigação, quer pelos ambientalistas. Mas também os maiores predadores dos oceanos têm sofrido com a acção humana. Apesar de estarem acima de nós na cadeia alimentar (brr!), de acordo com dados disponíveis, calcula-se que cerca de 17% das 1044 espécies de tubarões estejam ameaçadas e presentemente o nosso conhecimento sobre cerca de 47% destas espécies é demasiado limitado para nos permitir avaliar se são ameaçadas ou não.

Boas notícias e que interessam aos Açores no início do Ano Internacional da Biodiversidade.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Paz


Pese embora, por vezes, a política a mais, nas operações internacionais, o corpo de capacetes azuis, civis, policiais e militares, ainda representa a única esperança para muitas vítimas de conflitos em todos os continentes.

Desenvolvem não só programas de monitorização de cessar-fogos, actos eleitorais, operações de acantonamento e desarmamento, como também programas de desenvolvimento local, ajuda humanitária, formação, criação de infraestruturas, etc.

No ano de 2008, 132 homens e mulheres deram a sua vida
por este objectivo. Não temos o direito de os esquecer.

A arrogância das superpotências tem demasiadas vezes, ignorado, obliterado ou posto de parte a ONU, optando, como por exemplo no Iraque ou no Afeganistão, pela intervenção unilateral. Deixam, assim, por resolver problemas como a Somália, o Darfur, ou mesmo o esquecido Sahara Ocidental.

Mas, como a experiência destes últimos 50 anos prova à saciedade, só no âmbito de uma instância internacional como a ONU, através do diálogo e no respeito pelas regras do direito internacional é que é possível construir a paz entre as nações do mundo. Um obrigado aos homens e mulheres que andam por aí a construí-la.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

a coragem, a vergonha e a falta dela

Merece aplauso a coragem de Ban-Ki-Moon ao afirmar na Conferência de Durban sobre o Racismo e a Xenofobia, que "a Islamofobia também é racismo."

Ao dizê-lo, põe-se corajosamente ao lado dos povos que têm sido demonizados, explorados, oprimidos, e demonstra porque é que a ONU ainda é a instância mais progressista na cena internacional e o único espaço capaz de construir soluções reais de paz e cooperação no mundo.

Outra palavra para a vergonha que cobre os governos dos Estados Unidos (Obama, sim), Itália, Austrália, Alemanha, Holanda, Nova Zelândia, Canadá e Israel, que boicotaram esta iniciativa da ONU. É que se as opiniões de Ahmedinajad merecem crítica, a tentativa de sabotar uma iniciativa internacional sobre uma questão tão importante como esta, merece-a ainda mais.

Sem palavras: a falta de vergonha dos representantes da União Europeia (muito me orgulha que Durão Barroso seja português!) que não tiveram a coragem de boicotar a Conferência, mas acabaram por abandoná-la, numa atitude verdadeiramente indescritível.

Eu não boicoto. Veja o site da Conferência.