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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

referendar o disparate


Já se sabia que cada vez que Nuno da Câmara Pereira abre a boca (excepto quando para cantar apenas sofrivelmente o fado) sai desastre. Desta vez não foi excepção, mas levou o disparate a um novo nível.

Mesmo não falando da impossibilidade jurídica que é referendar contra a Constituição, falta-lhe perceber que as mudanças de regime político não se referendam, nem se vende em referendo o que se conquistou com sangue derramado.

O PPM está no seu direito de tentar capitalizar descontentamentos com o nosso regime actual. Mas comete o mesmo erro que tantos republicanos de 1910, ao pensar que a mera mudança no sistema de eleição (ou não) do Chefe de Estado irá alterar todo um quadro social e político que vai muito para lá disso. Para NCM o disparate é o estado normal. Percebe-se: os Braganças e os seus descendentes nunca foram conhecidos propriamente pela sua argúcia crítica.

sábado, 17 de outubro de 2009

Austerlitz ou Waterloo?

Após 61 horas de greve de fome, o Deputado Paulo Estêvão, suspendeu o protesto em troca de uma nova promessa de abertura de uma delegação do Parlamento na ilha do Corvo.

Não fica muito claro se se tratou de uma retumbante vitória, na qual os seus adversários capitularam rápida e completamente perante a firmeza da sua atitude, ou se, pelo contrário, o Deputado do PPM, vendo-se numa situação da qual dificilmente sairia vencedor, agarrou-se à primeira tábua de salvação que qualquer recuo do Governo lhe proporcionasse.

Para quem tinha afirmado de que "esta é a mãe de todas as batalhas", suspender ao fim de apenas 61 horas parece um pouco anti-climax. A brevidade do confronto prova, pelo menos, o exagero da atitude.

O problema, em todo o caso, parece que será resolvido e ainda bem. Este foi apenas o primeiro conflito entre Parlamento e Governo por causa da nova Lei Orgânica ter retirado a autonomia patrimonial à Assembleia Legislativa. Outros se seguirão. Talvez em breve...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Bobby Sands


Paulo Estêvão até pode estar carregado de razão, pois a abertura desta delegação é legal, é obrigatória e o seu adiamento prejudica objectivamente o trabalho dos deputados eleitos por este círculo. Após quase um ano de mandato, não parece haver justificação para este atraso, que só pode ser explicado por razões políticas.

Mas tal não justifica a atitude quixotesca do seu gesto, com o qual desprestigia o Parlamento e se expõe a si e à sua ilha ao ridículo e através do qual dificilmente atingirá aquilo a que se propõe. A justeza das causas não dispensa, antes pelo contrário, uma cuidadosa selecção das tácticas e este tipo de erros, em política, normalmente pagam-se caro. É pena.

domingo, 5 de abril de 2009

touradas no parlamento

Leio aqui que Paulo Estêvão pretende legalizar a sorte de varas nos Açores. É um tremendo erro e um tiro no pé.

Paulo Estêvão estava a construir a imagem de uma oposição corajosa e inteligente. Independentemente das nossas (óbvias) diferenças ideológicas, sempre lhe admirei a oratória brilhante, a postura consequente e a firmeza na defesa da sua ilha e das suas convicções.

Temo que se tenha deixado levar por pressões partidárias ou por miragens de mediatismo. É pena.

Mas sempre vai ser interessante ver como se posicionam PS e PSD perante a questão, até tendo em conta as declarações dúbias e de sentido contrário que alguns dos seus dirigentes têm feito nos jornais da Região.

Esse valor a iniciativa tem. Quanto ao resto, é um tremendo erro, de que certamente sairá derrotado. E, felizmente, é um projecto de Decreto Legislativo Regional não poderá ser repetida este ano...