Já se sabia que cada vez que Nuno da Câmara Pereira abre a boca (excepto quando para cantar apenas sofrivelmente o fado) sai desastre. Desta vez não foi excepção, mas levou o disparate a um novo nível.
Mesmo não falando da impossibilidade jurídica que é referendar contra a Constituição, falta-lhe perceber que as mudanças de regime político não se referendam, nem se vende em referendo o que se conquistou com sangue derramado.
O PPM está no seu direito de tentar capitalizar descontentamentos com o nosso regime actual. Mas comete o mesmo erro que tantos republicanos de 1910, ao pensar que a mera mudança no sistema de eleição (ou não) do Chefe de Estado irá alterar todo um quadro social e político que vai muito para lá disso. Para NCM o disparate é o estado normal. Percebe-se: os Braganças e os seus descendentes nunca foram conhecidos propriamente pela sua argúcia crítica.


