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quinta-feira, 29 de março de 2012

é preciso esquecer o PS

No Público de hoje, Francisco Assis escreve que é preciso esquecer José Sócrates, o que mostra bem como a sobrevivência dos grandes partidos do centrão depende absolutamente da ausência de memória política.

Só através dela e das supostas rupturas que apresentam ao eleitorado, se conseguem apresentar continuamente como "inovadores", "renovados" e, o adjectivo mais importante nas suas campanhas, "modernos".

Percebo o incómodo de Francisco Assis por estar continuamente a ser recordado do pior da acção de José Sócrates e entendo a sua vontade de desligar o PS desse passado, como se agora nada tivessem a ver com ele. Mas a verdade é que o pior das medidas que conduziram Portugal a esta situação foi tomado durante os Governos de Sócrates, veja-se TGV, Aeroporto, SCUT's, PPP's e por aí afora. Não é possível, com honestidade intelectual, abordar os problemas do país sem falar do mais ultra-liberal dos primeiros ministros da nossa história contemporânea, nem do partido que o apoiou. Por muito que custe a Francisco Assis, o problema não é a demonização de José Sócrates, o problema é mesmo a natureza de um partido que tem como único objectivo a conquista e manutenção do poder.

Passos Coelho, azininamente, continua no mesmo caminho e, daqui a uns anos, certamente leremos a opinião de algum dirigente do PSD a dizer que é preciso libertarmo-nos do fantasma de Passos Coelho, como exige a lógica siamesa de actuação destes dois partidos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

a boca de cena e o pano de fundo

Em meados de Janeiro, no salão nobre da Câmara de Ponta Delgada, após um encontro de hora e meia, Carlos César e Berta Cabral fumaram, para o público, um cachimbo de paz. Diziam ambos: “O nosso relacionamento institucional é óptimo”; “apreciamo-nos mutuamente”; “temos muitas coincidências”; “somos capazes de trabalhar em conjunto” porque “primeiro estão as populações!”

Precisamente um mês depois Berta Cabral, após uma reunião da comissão política do seu partido, diz que não revela as boas propostas que o PSD tem para os Açores, para o PS não se aproveitar delas e aplicá-las. Segundo a dirigente do PSD portanto, para o PS continuar a fazer borrada…

Em resposta institucional, enquanto procedia à entrega de habitações na Ribeira Grande, o Presidente do Governo foi dizendo que ele é que sabe como se entregam habitações sociais, e que outros, referindo-se à líder do PSD, só o sabem fazer com muita pompa e circunstância à mistura, isto é, só sabem fazer borrada…

Achincalhamento mútuo, para o público, portanto!

Em que ficamos afinal? As verdades de Janeiro são mentiras de Fevereiro, ou vice-versa? Ou esconder de um as boas soluções, e fazer inaugurações melhor que o outro, significa “trabalhar em conjunto” porque “primeiro estão as populações”?

Atrás desta boca de cena (que, de tão pobre e repetitiva, se vai tornando enfastiante), nesses mesmos dias, em pano de fundo e a aguardar efectivamente boas soluções, passavam os aumentos do pão; mais dois ou três aumentos sucessivos dos combustíveis, e as contas publicamente apresentadas de 31,5 mil famílias açorianas a terem de viver com menos de 540 euros por mês…

Na República, esquecendo-se que 4 dias antes, para Francisco Louçã-1, isso era um frete à direita, Francisco Louçã-2 diz que vai apresentar uma moção de censura. Ninguém sabe qual dos dois fala verdade, mas o que é certo é que Francisco Louçã-3 está a rogar pelas alminhas (e tudo fará por isso) para que a moção seja chumbada…O PSD, pelo seu lado, maugrado a ansiedade e a esperança de receber o testemunho de Sócrates, parece estar na dúvida. É que a aliança espúria do BE/PS, para apoiar Manuel Alegre, será agora do BE/PSD, caso este último apoie a moção do primeiro. Muito provavelmente, a conselho avisado das agências financeiras internacionais e da Comissão Barroso, depois da criação de uns momentos de suspense para suscitar ciúmes ao PS, manter-se-á o casamento oficial de Passos Coelho com as políticas do actual Governo…a bem da Nação!

Neste outro palco, em pano de fundo, regista-se entretanto que Oliveira e Costa lucrou 9 milhões de euros num só dia; o lucro da Galp Energia aumentou 43%, em 2010; o lucro médio dos 4 maiores bancos sedeados em Portugal, apurado no mesmo ano, foi de 3,9 milhões de euros por dia (pagando sobre eles menos 55% de impostos que em 2009), enquanto o desemprego ultrapassa os 11%…

Ou seja, enquanto os actuais detentores do poder político, de forma irresponsável face à realidade que ajudaram a construir, cuidam atrapalhadamente de si e da sua carreira, o poder económico, vai cuidando sistematicamente de nós e das carreiras dos nossos filhos… num país de tal forma assim tornado “culto”, onde até para ser escravo se tornou necessário estudar.

Mário Abrantes

sábado, 15 de janeiro de 2011

nada que não soubéssemos já

No histórico encontro entre Carlos César e Berta Cabral esta afirmou: "O que nos une é muito mais do que aquilo que nos divide."

Nada que não soubéssemos já, mas que, de qualquer forma, é raro ouvirmos os líderes do centrão a assumir de viva voz.

Apesar da radicalizada vozearia e do dramatismo das polémicas fielmente reproduzidas na comunicação social, a verdade é que em relação às questões fundamentais do desenvolvimento, nada ou quase nada separa o PS do PSD. O PS impregnou a administração regional com os seus boys? Exactamente como o PSD fez no passado e gostaria de fazer de novo no futuro. O PS continua a agir apenas para reforço da sua influência eleitoral, sem qualquer rumo concreto para desenvolver este arquipélago? Pois nada de diferente o PSD fez e fará. Mesmo no Parlamento Regional, nesta última legislatura, tem havido vários momentos esclarecedores em que PS e PSD se unem como irmãos nas críticas e no voto para rejeitar propostas, especialmente dos partidos à esquerda.

Apesar da simulação da divergência, nada os separa de facto. É caso para dizer: "tão inimigos que eles são!"

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

é que não basta mudar as moscas


A líder do PSD Açores continua perdida no seu labirinto, envolta nas brumas das suas ilusões. Longe. Mesmo muito longe de perceber que o que os Açores reclamam é muito mais do que uma mudança de protagonistas. Até porque, afinal, toda a gente prefere o mal que já conhece. Para pior, já basta assim! E não será desta forma que o poder regional eventualmente vai acabar por cair no colo do PSD.

O que Portugal e os açores efectivamente precisam não é de novos protagonistas, mas sim de novas políticas. E, uma vez que o PS continua solidamente implantado no campo iedológico da social-democracia, não pode, obviamente, ser o PSD a fornecer essa alternativa.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

e depois do folclore...

E depois de todo o folclore, que vai prosseguir aliás, à volta de uma diferença de 500 milhões a esgrimir entre os dois apoiantes deste execrando orçamento, eis a soma das vontades em viabilizá-lo a valer mais que tudo, debaixo de uma espessa tempestade de areia atirada para os olhos de cada um, a que poderíamos dar o nome de código: O ORÇAMENTO É MAU MAS TEM DE PASSAR, PORQUE O PAÍS NÃO PODE VIVER SEM ORÇAMENTO.

Sondagens com perguntas convenientes, efectuadas logo após o acordo PS-PSD, falam do suspiro aliviado de um povo, não resignado sequer, mas masoquista, pelo facto de o mal que os deverá atingir, mais duramente ainda que nos anos antecedentes, ter sido finalmente consagrado de forma oficial para os anos futuros.

Comentadores abalizados ensurdeceram os ouvidos de todos com a necessidade deste acordo para satisfazer os mercados.

Economistas de uma certa laia (transformada, pelas artes mágicas da comunicação, em única) privilegiam a visão de que não é a Constituição que paga os serviços de saúde, as reformas ou as pensões, e como tal estas despesas (constitucionais) do Estado podem tornar-se incomportáveis.
A verdade, por mais que custe a fazer-se ouvir, é no entanto bem diferente.

A verdade é que, sem este orçamento, o país sobreviveria ou com um governo a governar com duodécimos, ou com um governo a governar com OUTRO orçamento. Bastava que, além do proponente, nenhum outro partido o viabilizasse na Assembleia da República, e em lugar das receitas e cortes previstos, se viessem a aprovar receitas e cortes da despesa pública mais incidentes sobre os sectores que, além de provocarem a crise, mais lucraram com ela e com o despesismo das finanças públicas dos 3 últimos anos.

A verdade é que o povo não está representado pelas sondagens quando as perguntas que nelas se fazem estão viciadas (e limitadas) desde a origem.

A verdade é que, como se constata pelo seu comportamento após o acordo, os mercados pouco se importaram com ele e continuaram insaciáveis a subir as taxas de juro sobre a dívida portuguesa. Quando a chantagem resulta, o chantagista, confiante no sucesso, aumenta a pressão. Neste momento apesar das fortes e contínuas quebras na produção, originadas pela destruição sistemática do aparelho produtivo nacional, em particular nos sectores primário e secundário, o que se paga, na totalidade, em salários e descontos (fora a economia paralela) ainda gera 70% de mais-valias, cujo grosso, em lugar de ser reinvestido na economia do país, está a esvair-se para pagar juros e lucros no exterior, sedimentando a recessão.

A verdade é que, se não é a Constituição que paga os serviços de saúde, as reformas ou as pensões, também não é a Constituição que paga os juros aleatórios que a banca impõe, tal como a dívida dita soberana. E portanto, suposto que em Democracia o poder político se deve sobrepor ao poder económico, quando se pretende tocar nos primeiros por causa dos segundos, por maior força de razão se terá de tocar nos segundos, para garantir os primeiros.

Ou a verdade…é uma batata?
Mário Abrantes

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

demagogia sem limites

A utilização da demagogia autonomista para fins político-eleitorais não é um fenómeno exclusivo dos Açores, longe disso. Igualmente é um instrumento abundantemente utilizado quer pelo PS, quer pelo PSD, não sendo monopólio exclusivo nem de um nem de outro.

E falamos de demagogia quando, no plano público se clama por uma autonomia sem limites e, nesse mesmo plano, não se tem a coragem de tirar as consequências necessárias e lógicas do que se exige.

Importa delimitar e distinguir correctamente os conceitos de soberania, por um lado, e de autonomia, por outro. A soberania, entendida como o poder absoluto de um povo sobre o seu próprio destino, no âmbito de um estado unitário como é Portugal, reside, de forma absoluta nos seus órgãos de soberania, nomeadamente na Assembleia e Presidente da República.

A Autonomia é uma descentralização de competências assente no postulado de que os actores políticos locais poderão encontrar respostas mais rápidas e eficazes para os problemas concretos.

Se estamos a falar de rever a constituição para atribuir poderes soberanos à Região, então já não estamos perante um Estado unitário, mas sim perante um Estado Federal. Defender a criação de um Presidente dos Açores ou concentrar no Presidente da Assembleia Legislativa Regional e no Presidente do Governo Regional poderes que são do Presidente da República é, isso mesmo, atravessar a fronteira entre a Autonomia e passar para o campo da soberania.

A distinção destes dois conceitos está na base dos problemas com as nacionalidades no nosso país vizinho. É que enquanto a Constituição Espanhola só lhes atribui Autonomia, galegos, bascos e catalães reclama verdadeira soberania para integrar um Estado Federal Espanhol. É esse o cenário que o PS e o PSD Açores defendem para Portugal?

E, a propósito: Alguém me consegue dar um exemplo concreto – um que seja! – de que o actual Estatuto e a actual Constituição sejam obstáculo ao desenvolvimento da Região? E, portanto, que interesse tem isto para os açorianos, para além do triste espectáculo do ridículo despique dos dois maiores partidos para ver quem é que é mais autonomista? Ao atravessarem desta forma os limites da Autonomia, PS e PSD mostram a sua demagogia sem limites.

a revisão constitucional é uma arma x2

É claro que logo depois do PS Açores apresentar no Parlamento Regional o seu projecto de revisão constitucional o PSD tinha de fazer o mesmo.

As diferenças são poucas: enquanto o PSD quer que Mota Amaral passe a ser Presidente dos Açores, o PS quer que Carlos César assuma o governo e a presidência simultâneamente. Também na precipitação e no disparate PS e PSD continuam unidos como gémeos siameses!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

a revisão constitucional é uma arma


Em reacção à tomada de posição do PSD Açores, o PS apresenta precipitadamente um projecto próprio, relativo à extinção do cargo de Representante do Presidente da República, para ser discutido e aprovado no Parlamento num prazo de 24 horas! Como de costume, à pressa e sem discussão, com a força, que não a razão, da sua maioria absoluta.

Na República como na Região PS e PSD continuam desenvergonhadamente a utilizar o processo de Revisão Constitucional para as suas guerrilhas partidárias e, sobretudo, para inventarem diferenças políticas em relação ao acessório. Porque em relação ao essencial, a nova carga de sacrifícios que querem impor ao Povo Português, estão irmanados num jubiloso acordo. Perante a situação que os Açores atravessam era isto urgente? Era isto o prioritário?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

política da tasca

Alguma política açoriana está cada vez mais a um nível de tasca. A troca de acusações entre o Presidente do Governo Regional e a Presidente da Câmara de Ponta Delgada há muito que ultrapassou o ridículo e cai agora no reiono da pura deselgância.

Pior que isso, a estéril discussão da "minha festa é melhor do que a tua", opondo o show-off plástico e artificial para televisão ver do Governo com as tabernas portáteis da CM Ponta Delgada, está mesmo muito longe do que são os problemas reais dos açorianos. Mas, esses, PS e PSD não estão mesmo interessados em discutir e por isso se arrastam numa polémica circular e oca, tentando inventar as diferenças que não têm.

as duas maravilhas

Não, não! Não me refiro à Montanha do Pico ou à Lagoa das Sete Cidades, refiro-me a dois excelentes e ciosos promotores de espectáculos em que cada um se esforça por dar lições ao outro sobre a melhor forma de os realizar ou sobre o maior ou menor desperdício dos gastos neles consumidos.

1ª Maravilha - “O meu espectáculo é que é fino e promove os Açores. E tu vens a correr para as filas da frente. O teu, são apenas tascas! E, com isso, gastas p’ra caramba e não pagas quatro milhões aos fornecedores…”
(para mim e para os que por cá andam, com excepção de uns tantos convidados, é que não houve “7 maravilhas” que chegassem. Deve ter sido para preservar a igualdade com os outros portugueses, que apenas as puderam ver nos ecrãs...apesar do espectáculo ser pago por todos nós e de a sua realização se efectuar num local eminentemente público!).

2ª Maravilha - “O meu é que é bom. O Campo de S. Francisco é a cidade da juventude e tu é que gastas 1,5 milhões numa noite…”
(apesar de uns copos a mais pelos serões adentro, uns comerciantes meio aflitos, e uns vizinhos com menos descanso nocturno).

Diga-se que à volta destas iniciativas fica por fazer o real balanço entre os aspectos positivos e os negativos, bem como a análise da “rentabilidade promocional” dos respectivos custos. Na certeza porém de que é às nossas algibeiras que estas duas Maravilhas recorrem para os suportar...

Não pretendendo, por ora, fazer esses cálculos, gostaria de referir-me antes a um outro aspecto da questão. Estou convicto que ambas as citadas Maravilhas conseguem fazer melhor do que este outro espectáculo, do qual não foram os promotores, mas estão sendo sim os protagonistas: O deseducativo espectáculo politiqueiro, para consumo interno de açorianos nas 9 ilhas, do mais pobre e rasteirinho que se poderia imaginar.

Nos Açores não há problemas! As grandes divergências auto-apregoadas entre os partidos mais votados (PS e PSD) resumem-se à melhor ou pior capacidade de cada um dos respectivos dirigentes para organizar eventos, gastando do erário público o que podem, e o que não podem, para os concretizar…

Embora com temática de fundo um pouco menos pimba, lamentável é também, a propósito da sua arremetida contra a Constituição, o espectáculo nacional de um Passos Coelho “convertido” em Passos Caranguejo, sempre afiançado num protagonismo liberalizante cujo espaço já Sócrates afinal ocupa desde o anterior mandato como primeiro-ministro. Azar o seu! Nem sequer o Presidente da República ou o constitucionalista da mesma área política - Jorge Miranda, manifestaram grande crédito a essa tão desajeitada empreitada. Do outro lado, armando-se em opositor, acena Sócrates com um orçamento de estado muito pouco social. Um orçamento não só restritivo como agora também anti-República, porque, com o patrocínio de Durão Barroso (e o ministro português das finanças, estrategicamente ausente em terras da China), foi anunciado que tal documento deverá passar a ser submetido à fiscalização prévia de Bruxelas, antes de ser apreciado pelo parlamento português.

Neste ano centenário, António José de Almeida ou Teófilo Braga, se acordassem do sono eterno, corariam certamente de vergonha perante o estado sanitário deplorável com que se lhes apresentaria a República pela qual tanto se afoitaram…
Mário Abrantes

quarta-feira, 19 de maio de 2010

mancomunados

“Conluiados, concertados, combinados para um acto repreensível”… Tal é, como nos diz o dicionário, o significado da palavra em título, a qual reflecte por si só, e exactamente, a vileza que se abateu sobre os portugueses a 13 de Maio passado.

PS e PSD abraçaram-se, não (como dizem) para salvar o país, mas para agravar (de forma desprezível) a crise portuguesa, apresentando-se em parelha de cócoras perante interesses alheios e pressões externas. Nessa ridícula posição, de mãos bem estreitadas uma à outra, decretaram para Portugal e para a maioria dos portugueses um conjunto de medidas (mais impostos sobre os mais desfavorecidos, cortes nas transferências, nos apoios sociais e no investimento público, reduções salariais, etc.) que, aliadas às anteriores do PEC, obrigatoriamente irão fazer alastrar o desemprego e provocar nova recessão económica.

E, apesar da fome de poder que os separa, PS e PSD gostaram tanto de se reencontrar, mão na mão, nas políticas comuns, que agora já vão abrindo campo a um meloso namoro, de prolongamento dessas políticas, até 2013…, e para a retroactividade (inconstitucional?) dos aumentos de IRS.

Senão vejamos o que dizem:

CARLOS CÉSAR – “Concordamos com as medidas. Iremos contribuir para o esforço de restrição”.

BERTA CABRAL – (Silêncio cúmplice…assobiando para os cabo-verdianos).

PASSOS COELHO – “Peço desculpa aos portugueses” (pelo meu acto premeditado), “é preciso salvar…” (a política do governo!)

MÁRIO SOARES – “Passos Coelho é um homem muito responsável. Estas medidas eram imprescindíveis. Todo o Portugal culto acha isso”

JOÃO JARDIM – “Não estou de acordo, mas concordo.”

MANUEL ALEGRE – “O Primeiro-Ministro tem de falar verdade. Mas eu compreendo…”

PRESIDENTE DA REPÚBLICA – “Estou aqui para acompanhar o Santo Padre. Espero que a visita do Papa ajude o País a vencer as dificuldades” (…para sustentá-las, estou cá eu!)

PRIMEIRO-MINISTRO – “Espero que tenham o menor efeito recessivo possível. O compromisso com o PSD foi da maior importância, para tomar estas medidas…”

E assim, com insistentes desejos de melhoras (e 5% de corte aspirínico a políticos), se vai envenenando o doente (“inculto”, segundo M. Soares)!

Medidas extraordinárias sobre os lucros da banca e sociedades gestoras? Tributação de todas as mais-valias obtidas na bolsa? Combate extraordinário à fraude fiscal? Reforço do investimento público produtivo? Nem pensar!

Alimentadas exclusivamente pela vontade de disputar o mesmo osso, a Moção de Censura apresentada ao Parlamento Nacional, aí está para revelar ao país, por inteiro, quão fúteis e senis são as divergências entre PS e PSD, e quão verdadeiras e profundas as convergências mancomunadas entre os dois!

Mário Abrantes

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

promulga e não bufa


Apesar das tentativas de dramatização e crispação artificial entre o PR e o Governo, a verdade é que, nas questões fundamentais, continuam perfeitamente alinhados. Ainda mais neste espinhoso caso do BPN que envolvia também figuras importantes do PSD. O centrão tem pressa de enterrar o assunto e esquecer os 1.800 milhões de euros que custou aos contribuintes.

Essa clivagem aparente, encenada para encher páginas de jornais, é útil tanto para Sócrates como para Cavaco. PS e PSD precisam agudamente de acentuar as suas vaguíssimas diferenças para que os portugueses continuem a pensar que um é alternativa ao outro.

Uma estratégia que funciona cada vez pior.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

é pura autocrítica

O artigo de opinião do Secretário Geral da JSD, Rómulo Ávila, hoje publicado no AO é, como habitual, bem escrito e escorreito, mas revelador do percurso habitual dos jotas dos partidos do centrão.

Porventura contra a intenção do autor, a história que nos conta assenta que nem uma luva não apenas aos que pretende criticar, mas também a muitos membros da sua própria organização.

E é um problema estrutural de PS e PSD: É-lhes absolutamente necessário criticar o adversário, mas a crítica, habitualmente, acaba sempre por denunciar o que eles próprios são: duas faces da mesma moeda, dois modos da mesma política.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

onde é que eu já ouvi isto antes?


Questão das legislativas é saber se o país quer estabilidade - António Vitorino

Alguém ainda se lembra dos apelos à maioria absoluta, com a ameaça do papão da "instabilidade", feitos por Cavaco Silva nos anos 80?

PS e PSD? Descubra as diferenças!