O Banif Açores pediu a insolvência da Castanheira e Soares. O tal banco, que já foi BCA, que até já foi público, pertencendo à Região, que iria ajudar a sustentar o desenvolvimento dos Açores tem agora outras prioridades. O tempo das preocupações sociais com as muitas centenas de empregos que dependem da Castanheira e Soares já lá vão. A questão agora é o lucro puro e simples dos seus accionistas. Foi isto que ganhámos em privatizá-lo.
Quanto à construtora, a verdade é que, como todas as outras, sempre se agarrou à dependência total do investimento público e à política do betão, que incentivaram e da qual foram, até tempos recentes, grandes beneficiários. Igualmente, o caso nebuloso da Escola Profissional de São Jorge, que a justiça tarda em aclarar, associado à recusa de intervenção por parte do Governo Regional, só podiam dar nisto.
Como escrevi aqui, o tempo do betão acabou. Governo, Câmaras e Freguesias paralisaram todos os seus investimentos. Começou o tempo da explosão das grandes firmas empregadoras açorianas. Que efeitos é que isto terá em ilhas como São Jorge ou Flores?


