Há provavelmente muito mais coisas que unem Sidónio Pais, Salazar e Pedro Passos Coelho, mas a sua simpatia germanófila é cada vez mais indisfarçável. No caso de Sidónio Pais, um claro alinhamento com o imperialismo prussiano, no de Salazar uma contrariada neutralidade colaborante com o III Reich e, no de Passos Coelho, o apoio entusiástico às imposições de Berlim.
A ideia de impor às gerações futuras, por via da Constituição, uma determinada política orçamental e certos limites ao défice é um verdadeiro golpe de estado constitucional, que pretende roubar ao Povo Português qualquer direito a decidir sobre a condução do seu próprio Estado, pondo-o ao serviço do interesse germânico. Soa familiar, não soa?



