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quarta-feira, 18 de abril de 2012

sábado, 17 de dezembro de 2011

até já Fernando




Pode ser que o facto de ser um nome tão esquecido tenha alguma coisa a ver com ter sido preso pela PIDE aos 25 anos e, aos 29, encerrado em Caxias; de o regime salazarista lhe ter cancelado uma bolsa para estudar música em Paris, ou com a sua recusa de dirigir o serviço de música da Emissora Nacional. Mas talvez seja por ter sido um dos fundadores do Movimento de Unidade Democrática e professor da Academia dos Amadores de Música. Sim, porque se eu disser que é por ter sido militante do Partido Comunista Português até ao último dia da sua vida, certamente irão dizer que é mania da perseguição.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

poesia de homens simples

A recente morte de Joe Frazier, aos 67 anos, fez-me recordar a forma como derrotou Mohamed Ali num dos mais espectaculares combates de boxe de todos os tempos, que ficou para a história com o merecido nome de "the fight of the century",em 1971.

Frazier, defendendo o seu título de campeão, e Ali defrontaram-se em 15 assaltos. Frazier conseguiu superiorizar-se tendo levado o seu adversário ao tapete por uma vez e acabado por vencer aos pontos, naquela que foi a primeira derrota profissional de Mohamed Ali. Um combate verdadeiramente épico.

Mas mais do que um acontecimento, este combate tem uma história: As autoridades americanas nunca perdoaram a Mohamed Ali a sua amizade com Malcolm X e a sua ligação à Nação do Islão e, pior ainda, a forma arrojada como falava publicamente sobre uma América oprimida pela discriminação racial. Por isso, alteram subitamente a sua classificação militar e tentam enviá-lo para a Guerra do Vietname. Ali recusa, é afastado dos ringues e vê o seu título de campeão do mundo ser-lhe retirado administrativamente.

Este combate, que marca o regresso de Ali à ribalta, só é possível porque é o próprio Frazier que pede publicamente ao Presidente Nixon para deixar Ali regressar aos ringues. Ali nunca o esqueceu. "The world has lost a great champion. I will always remember Joe with respect and admiration." disse ao saber da morte de Frazier.

É esta nobreza que faz do boxe algo muito mais profundo do que um desporto. A grandeza do um contra um na sua forma mais pura, em que para se vencer um adversário não basta superá-lo, é preciso superar-nos a nós próprios, diz respeito ao que há de melhor na natureza humana. Violência? Não. Poesia.

Vale a pena ver:

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

açorianidade viva

É mais do que um prazer assinalar aqui o brilhantíssimo artigo de Antonieta Costa, "Açorianidade revisitada", que em boa hora o Jornal Diário disponibilizou integralmente.

Revisitando os mitos que compõem o fundo do nosso inconsciente comum, Antonieta Costa reconstitui, com sobriedade, o difícil e complexo caminho da construção das identidades colectivas.

Porque este é também um sinal da nossa vitalidade: uma cultura em mudança permanente que reflecte sobre si própria e procura as raízes fundas da sua identidade para traçar, com segurança, os caminhos do seu futuro. Sobretudo, uma reflexão irrecusável.

terça-feira, 20 de abril de 2010

175 anos é muito tempo

O Açoriano Oriental comemorou, este passado domingo, 175 anos de existência. É muito significativo que o mais antigo jornal português seja açoriano e ensina-nos uma lição sobre estas ilhas e o seu povo.

175 anos é muito tempo. Sobretudo acrescenta à respeitabilidade da informação e à expectativa de quem a lê e, logo, à responsabilidade de quem a faz. Não quero, ao assinalar o aniversário do AO, relembrar os momentos menos bons, que os tem havido, até porque os directores e os políticos vão e vêm. Fica, o papel incontornável, de um jornal na história de uma Região. Fica a teimosia empenhada de quem todos os dias faz das tripas coração para pôr o jornal na rua. Este aniversário é deles.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

a terra é azul

Há precisamente 49 anos, a 12 de Abril de 1961, Yuri Alekseyevich Gagarin, cosmonauta soviético, executou uma órbita do planeta a bordo da Vostok 3KA em 108 minutos e regressou são e salvo a terra. O homem abandonava pela primeira vez a atmosfera da Terra abrindo a nova fronteira infinita do espaço.

Mais do que a ostentar os esforços de um país que, no curto período de 44 anos, deixou de ser uma das mais atrasadas nações da Europa, para passar a ser uma das mais avançadas potências tecnológicas do mundo - um país que também pôs a primeira mulher no espaço -, Gagarin simboliza a coragem e a capacidade inesgotável do génio humano, que o nosso tempo tanto tem mal tratado. Sobretudo ensina-nos que só existem impossíveis para os que não querem que levantemos os olhos do chão.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

cedo de mais



A cantora Lhasa de Sela deixa-nos apenas três discos, morrendo aos 37 anos de cancro da mama. Injustiças intoleráveis.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

mais longe, mais alto

Os artigos de Cláudia Cardoso no AO surpreendem sempre pela escrita escorreita e agradável, mas sobretudo pela lucidez apaixonada. O artigo de hoje (infelizmente ainda sem link) vai mais longe, mais alto, com palavras que para lá de nos falar, nos tocam fundo, tocam dentro, e fazem as diferenças políticas que me separam de CC parecer verdadeiramente pequenas e vãs. Obrigado.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

a juventude de Saramago

José Saramago, 87 Anos from Fundação Jose Saramago on Vimeo.



No dia do seu 87º Aniversário, Saramago continua jovem na obra, no espírito e nos seus leitores. Por muito que custe aos Sousa Laras deste mundo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

mar

(foto de Pedro Casquilho)
Todas as manhãs da minha janela vejo o mar. Vejo o mar e sinto, como tantos outros, esse chamamento selvagem, essa água salgada que nos corre nas veias. Vejo o mar, mais do que abismo, mais do que viagem. Vejo o mar-promessa. Vejo o mar donde viémos, mar onde fomos e onde se esconde ainda muito do nosso futuro. Não o Mar Português, mas o Mar-Portugal. País líquido onde infelizmente desleixamos tanto da nossa riqueza. Pátria azul que vendemos, milha a milha, por dez reis de mel coado de benesses europeias. Mar que não conhecemos, não estudamos, não aproveitamos, não protegemos, mas que nunca é esquecido nos discursos de ocasião de tantos dos nosso políticos. Discursos em dias como hoje, Dia Nacional do Mar, em que a auto-satisfação da promessa ou projecto anunciados, tentam apagar a ausência de medidas, de políticas, de visão. Discursos para obliterar as últimas décadas que vivemos, onde a estratégia europeísta destruiu a pesca, desmantelou a construção naval, demoliu a capacidade mercante, virou-nos, estranhamente, de costas para o nosso país azul, deixando-nos de mão estendida na periférica porta da europa longínqua. Todas as manhãs da minha janela vejo o mar e queria ver um mar diferente deste abandono que vejo. Queria ver um mar-recurso, parceiro protegido da nossa riqueza, estrada da nossa ambição, um mar que nos unisse, onde circulassem, acessíveis, os frutos do trabalho da nossa gente. Um mar-tesouro, onde os nossos cientistas, bem apoiados e equipados, estudassem as múltiplas formas da vida donde viémos e onde todos aprendessemos esta nossa dupla natureza sólida-líquida, de termos os pés na terra e o mar nos olhos. Todas as manhãs da minha janela vejo o mar.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

parabéns, por Toutatis!

Os irredutíveis gauleses que marcaram a nossa infância, adolescência e juventude surgiram pela primeira a 29 de Outubro de 1959, na Revista Pilote.

Fazem, assim, hoje 50 anos e estão de boa saúde, continuando a contar histórias que, mais do que histórias da França, são verdadeiramente histórias do Mundo. E, ao reler os meus velhos álbuns, apercebo-me que Astérix e Obélix têm certamente muito a ver com o meu gosto pela História. Não serei com certeza o único.

Parabéns, por Toutatis!

sábado, 22 de agosto de 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

83 anos de luta

Parabéns "Comandante". Porque há homens que lutam toda uma vida e esses são os indispensáveis!