Tristíssimas das declarações do Secretário de Estado da Juventude, Miguel Mestre, que aconselha os jovens a saírem do país. Sobretudo é o reconhecimento que ele próprio e o seu Governo nada têm para lhes oferecer. Já sabíamos.
Mostrar mensagens com a etiqueta juventude. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta juventude. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 1 de novembro de 2011
vai-te embora ó mestre
Tristíssimas das declarações do Secretário de Estado da Juventude, Miguel Mestre, que aconselha os jovens a saírem do país. Sobretudo é o reconhecimento que ele próprio e o seu Governo nada têm para lhes oferecer. Já sabíamos.terça-feira, 2 de novembro de 2010
políticas líquidas de juventude
Até pode ser verdade, mas será que é isto que a JS Açores acha uma política de juventude? Party on!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
temos geração
Entre as suas reivindicações avultam temas importantes como as interferências dos Conselhos Executivos na autonomia das Associações de Estudantes, a recusa da privatização das cantinas e outros serviços escolares, o draconiano código de faltas do Estatuto do Aluno e, imagine-se, num país europeu, no século XXI, a efectiva implementação da educação sexual nas escolas, aprovada há anos, prometida há décadas, mas sempre adiada.
Contra o conformismo instalado, contra a decepção, o abandono, a deserção da esfera pública, uma nova geração de portugueses levanta-se para melhorar o seu país, para lutar pelos seus direitos. Na bagagem, muita juventude, um punhado de causas e muita certeza da sua razão. Ensinam-nos, esta grande responsabilidade de sermos cidadãos - e tantos deles ainda nem o são de pleno direito. Hoje quem nos deu uma lição foram eles.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
trabalhar para aquecer
A Universidade dos Açores acaba de assinar um protocolo para colocação de estagiários em diversas empresas da Região.À primeira vista, óptimas notícias, e tinham obrigação de o ser. Só que, afinal, os estudantes vão trabalhar para as empresas "em regime de voluntariado", portanto sem receber um tostão. E, uma vez que o estágio é curricular, nem sequer têm grande escolha sobre serem "voluntários" ou não, nem onde. Para as empresas, um grande negócio: trabalhadores jovens e recém licenciados a custo zero!
O Reitor vai apelando à cooperação das empresas com a Universidade. Já se sabe que se pode sempre contar com essa boa vontade e elevada consciência social dos nossos empresários, desde que lhes traga mais lucros e não lhes custe um tostão. Aos jovens estagiários resta-lhes esperar por melhores tempos enquanto vão trabalhando para aquecer.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
jota
Aprendi (aprendo), na JCP, coisas tão importantes como a amizade, a entrega, o trabalho, a organização, a camaradagem indefectível e inquebrantável. Encontrei (encontro) gerações de jovens que dão o melhor de si próprios, o melhor da sua juventude a uma causa que é maior do que nós. É neste trabalho de crescer, de aprender e transformar, que nos transformamos e transformamos a vida. Parabéns JCP!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
estágio em trabalhos forçados
PS, PSD e CDS uniram-se para chumbar a proposta do PCP para atribuir alguns direitos aos jovens dos programas estagiar.
Foram direitos tão básicos como faltas justificadas, estatuto de trabalhador estudante, férias (e convém lembrar que estes estágios chegam já a durar 2 anos) e, mesmo, o direito a licença de maternidade e paternidade (Sim. É verdade. Uma estagiária que engravide verá o seu estágio cancelado), que o PS, PSD e CDS reprovaram.
A JS e a JSD ficam mesmo muito mal nesta fotografia. Quanto aos jovens socialistas, contradizem a posição que o Conselho Regional da Juventude assumiu por unanimidade e terão agora de explicar a sua atitude perante este órgão. Quanto à JSD, acabou por contradizer as posições públicas do seu próprio Secretário-Geral, ao em vez de mudanças positivas se contentar com um oco "relatório de avaliação". Os respectivos líderes têm muito que explicar aos seus correligionários
A atitude foi a de quem gosta de usar a juventude para servir de decoração nos comícios, um crachá bonitinho para se usar na lapela, mas que, quando se trata de efectivamente fazer alguma coisa pelos jovens, demonstra ter outras preocupações e outras prioridades. As propostas do PCP acabam muitas vezes por ter este mérito: contra elas unem-se com naturalidade aqueles cujo único objectivo é que tudo fique na mesma.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
dançar na corda bamba
Ainda remastigando uma grande Semana do Mar, ficou-me a imagem do que foi incontestavelmente o melhor concerto. Os Clã a demonstrarem toda a sua genialidade, lançando fogo à avenida. Dos vários momentos da sua actuação, um ponto alto, a forma como o público, maioritariamente jovem, aderiu e participou entusiasticamente na longa improvisação sobre o tema "dançar na corda bamba".A juventude que ali estava sabe muito bem o que isso é. Ir pulando e vivendo na corda bamba, "a dança do ter e não ter", nas palavras da magnética Manuela Azevedo.
Aliás, dançar na corda bamba é verdadeiramente o símbolo desta geração de jovens portugueses. Há os que dançam na corda bamba dos exames nacionais e de uma possível e difícil entrada na universidade. Muitos dançam na corda bamba dos estágios de exploração, dos contratos que não se renovam, ou que se renovam só mais seis meses. Há ainda os que dançam na corda bamba das variações de humor da Euribor, dos spreads, taxas e juros bancários. Há ainda os que tirado o seu curso superior, pensavam que a dança tinha acabado. Mas não. Começa então a dança das recusas por "excesso de qualificações", ou os trabalhos não qualificados a que se tem de deitar mão, para se poder continuar a dançar mais um dia, nesta moderna sociedade "de mercado", "de sucesso", "do conhecimento" e das promessas todas que nos fizeram.
Palmas para os Clã e para esta geração de dançarinos na corda bamba que, apesar de tudo, não desiste de saltar.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
deputados com alma
Miguel Tiago, o mais jovem deputado da Assembleia da República concilía a política com a produção literária no blogue letras ígneas, para além de manter o seu interessante Império Bárbaro que, naturalmente já consta na barra à esquerda deste blogue.Ao que julgo não é o único, mas contraria os esterótipos estabelecidos sobre os politicos (e sobre os jovens políticos) que são, como qualquer um, pessoas sensíveis, complexas e multifacetadas.
Muito bem!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
democracia socialista (versão juvenil)
Depois de ter sido eleito com 97% dos votos, Berto Messias vê a sua moção estratégica aprovada por unanimidade no congresso da JS Açores.É, de facto, de fazer inveja a Kim Jong Il! Apesar de atirar para o ar muitas críticas às juventudes partidárias que, depois de processos de discussão que duram meses, conseguem construir consensos expressivos em torno de programas redigidos colectivamente, os delegados ao congresso da JS aprovaram obedientemente um documento que parte apenas da cabeça do líder indigitado e que têm um dia e meio para discutir e que, creio, nem pode alterar.
Democracias...
sábado, 13 de junho de 2009
congressos que não enganam ninguém
A moção ao congresso da JS Açores demonstra bem o confuso arrazoado pré-eleitoral dos socialistas, muitoo preocupados em demarcarem-se do "capitalismo financeiro" e do "liberalismo desregulado", dos quais há bem pouco tempo eram os mais fieis promotores.Mas, contradizem rapidamente as próprias ideias com os chavões sobre a "nova economia" e a "desmaterialização da economia" e os "capitais de risco", demonstrando que nada perceberam da actual crise do capitalismo e sobre a necessidade de, ao invés, voltarmos a investir na economia real e produtiva.
Mas pior do que tudo o que diz é tudo o que procura silenciar, especialmente me relação à política dos Governos de Sócrates e César. Sobre o código do trabalho e institucionalização do trabalho-precário-permanente: nada. Silêncio.
Sobre o fim do vínculo permanente na função pública, com a consequente precariedade ou sobre o aumento da idade da reforma (que é porventura a principal causa do desemprego jovem): nada. Silêncio.
Sobre o acesso ao subsídio de desemprego para os jovens à procura do 1º emprego: nada. Silêncio.
Sobre o encerramento de escolas, sobre a asfixia das universidades, sobre as propinas e o aumento dos custos de frequência no ensino superior, nada. Silêncio.
Sobre o fim do incentivo ao arrendamento jovem e a sua substituição por um programa que passou a apoiar apenas 3000 jovens a nível nacional (contra os anteriores 22.000): nada. Silêncio.
A JS está a subvalorizar gravemente a juventude açoriana se pensa que consegue assim apagar o seu silêncio e seguidismo em relação a todas as medidas dos governos socialistas. É que assim já não enganam ninguém.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Açores com o dobro das gravidezes na adolescência
Um estudo hoje apresentado mostra que o número de bebés filhos de mães adolescentes nos Açores é o dobro da média nacional.Haverá razões socio-culturais. Há. Isto não está forçosamente relacionado, em todos os casos, com situações de pobreza. É verdade. Sei até que se tratam, em muitos casos, de opções conscientes, que respeito.
Mas há um factor, causa e efeito, que está intimamente relacionado com todas as gravidezes adolescentes: o abandono escolar, questão que já abordei aqui.
Esse é o problema de fundo que tem ser enfrentado. Não basta o prolongamento artificial da escolaridade obrigatória, ao mesmo tempo que se mantém a idade mínima para trabalhar apenas nos 16 anos.
Não basta fazer umas campanhas de sensibilização modernaças, é preciso criar as condições para que as qualificações dos nossos jovem sejam valorizadas, do ponto de vista da sua carreira profissional e remunerações. Especialmente das jovens mulheres, que são as primeiras vítimas da precariedade e baixos salários e que, como tal, menos estarão interessadas em adquirir qualificações. Para que as suas escolhas possam ser livres e conscientes.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
deprimente
Os dados do Estudo Sobre o Rendimento Escolar no Nível Secundário de Educação, da Secretaria Regional da Educação apresentam números verdadeiramente deprimentes.
Abandono escolar de 31% nos cursos Científicos e Humanísticos e de 47% nos cursos tecnológicos e, ainda, elevadas taxas de insucesso em ambos os casos.
A questão é de fundo e não é nova: Enquanto a perspectiva que damos aos jovens for a do trabalho precário, mal pago, sem segurança, ou a do "estágio eterno", será sempre mais tentador ingressar mais cedo no mercado de trabalho.
Apesar das declarações grandiloquentes dos nossos governantes sobre a qualificação dos portugueses e sobre a "sociedade do conhecimento", a verdade é que a maior parte dos empregadores procura é trabalhadores não qualificados, que possam manter, sem grandes queixas, em permanente situação precária, ou que possam substituir com facilidade, chegando até a recusar gente, por "excesso de qualificações".
E a legislação laboral abre-lhes todas as portas para agirem assim. Basta pensar, por exemplo, na extensão desmesurada do período de experiência para os trabalhadores recém-contratados, consagrada no Código do Trabalho.
Os jovens sabem tudo isto muito bem. Sentem-no na pele. Assim, para quê estudar?
Subscrever:
Mensagens (Atom)



