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sábado, 12 de novembro de 2011

deitar gasolina na fogueira do Médio Oriente


A América, ainda que de sob o discurso menos agressivo de Obama, continua calmamente a desestabilizar a região de acordo com os seus próprios interesses, sem se preocupar por estar a derramar gasolina sobre uma fogueira que se pode transformar, a qualquer momento, num incêndio incontrolável, potencialmente alimentado até por uma confrontação com armas nucleares.

A troco de uns bons dólares para compôr o monstruoso défice orçamental e para ajudar a cobrir o falhanço do seu programa de criação de empregos, Obama continua a alimentar o complexo-militar industrial que tanto criticou na campanha eleitoral. Estou honestamente decepcionado, ainda que não surpreendido.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

o sonho de Arafat


Quase vinte anos depois dos Acordos de Oslo, que Arafat assinou com Yitzhak Rabin, a retirada das forças israelitas da faixa de Gaza e da margem ocidental do Jordão continuam por cumprir, inviabilizando a criação efectiva de um Estado Palestiniano livre e independente. Pelo contrário, o Governo Israelita, aproveitando o facto de a atenção da opinião pública mundial estar virada para a crise financeira, tem mantido o cerco a Gaza e acelerado, nos últimos tempos, a construção de colonatos, como forma de tentar matar definitivamente o sonho de uma Palestina livre. O que os falcões militaristas que dirigem o estado de Israel ainda não perceberam é que, sem um estado palestiniano, não haverá paz. Mas, na verdade, o seu próprio poder interno depende, em boa medida, de um estado de guerra permanente, daí que a paz não esteja no topo das suas prioridades...

Arafat conseguiu atravessar essa fronteira simbólica e perceber, há muitos anos, que o único caminho para a paz era a coexistência. Teve a enorme coragem de levar a OLP a reconhecer o Estado de Israel, enfrentando a oposição dos sectores mais radicais.

Um homem corajoso, que sobreviveu a inúmeros atentados dos assassinos da Mossad, que lutou toda a sua vida pela libertação do seu povo, e que teve a sabedoria entender que a vitória só é possível trilhando os caminhos da paz. O sonho de Arafat continua e vai continuar a ser sonhado por todos os palestinianos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

o impacto orçamental da paz

Durão Barroso em 2003, aceitando voluntariamente o vil papel de lacaio anfitrião, perante aqueles que para consumo interno do seu (ex-) país passaram por ser os seus pares, ofereceu-lhes as Lages, contra o Mundo, para que decretassem a invasão ilegítima do Iraque.

Sócrates em 2010 oferece, mendigando, o território português para a cimeira da Nato, assumindo, para consumo interno do seu país (e não olhando a despesas), a natureza de par daqueles que se pretendem complementar aos EUA (agora em avisado declínio consentido de liderança absoluta da organização), como líderes co-determinantes da política agressiva e de hegemonia militar mundial. Sócrates, tal como Barroso para a invasão do Iraque, quer parecer ser membro de primeira linha de uma aliança cujo carácter belicista e ofensivo se desmascarou e deixou de fazer sentido, aos olhos de pessoas minimamente atentas, desde a dissolução do Pacto de Varsóvia.

Assim, como por força das circunstâncias os EUA principiam a vislumbrar, a NATO apenas está a servir hoje para lançar ou manter missões de guerra dispendiosas e insolventes à escala planetária. E Portugal, através do seu Governo e do seu Presidente da República, quer (parecer) estar na linha da frente deste absurdo. E Portugal corta nos abonos de família de mais de um milhão dos seus filhos para abonar a Cimeira. E Portugal corta às Autarquias o equivalente ao que gasta (75 milhões de euros) em despesas das suas Forças Armadas ao serviço da Nato no estrangeiro (nomeadamente os 162 militares, mais o respectivo equipamento, que mantém no Afeganistão).

E o que faz a NATO no Afeganistão? Depois de se aliar aos talibans e de armá-los até aos dentes para combater a presença de tropas soviéticas naquele país, até 1988, abriu de seguida, contra os seus anteriores aliados, uma guerra prolongada e sem saída, matando civis às dezenas, com uma certa regularidade! Eis aqui o ex-libris da honrosa missão da NATO no Mundo…

E aqueles outros que pedem desculpa aos portugueses, como Passos Coelho ou Mário Soares, ou que as lamentam nos Açores, como César, ou até as condenam, como Berta, referindo-se às medidas restritivas, por eles no entanto consideradas inevitáveis, previstas pelo Orçamento de Estado para 2011, suportam por outro lado todos eles, com toda a convicção e sem nenhum rebate de consciência, o despesismo milionário continuado e o empenhamento absurdo do seu país nestas “honrosas” missões da aliança militar.

Como todos o dizem, é tempo de fazer contas, cortar nas despesas e aumentar as receitas. É tempo portanto de incluir no Orçamento de Estado uma nova rubrica de investimento: a Paz.

Altamente lucrativa e potenciadora de importantes mais-valias, a Paz constitui um investimento menos volumoso que a Guerra, exige muito menos despesas de manutenção e, em simultâneo, apresenta uma rentabilidade produtiva substancialmente mais elevada.

E se muitas razões assistem àqueles que, com coragem verdadeira, vão aderir à Greve Geral no próximo dia 24, para contestar as falaciosas medidas “corajosas” impostas pela aliança do Governo/PSD/Presidente da República à maioria dos portugueses, esta, pelo seu impacto no corte das despesas, é sem dúvida também mais uma a acrescentar como fazendo parte coerente de um outro orçamento possível, que não aquele que nos apresentam como inevitável.

Mário Abrantes

domingo, 7 de fevereiro de 2010

assino por baixo

Já está online uma petição contra o treino de caças F-22 na Base das Lajes

A ideia é transformar os céus dos Açores num gigantesco campo de treinos militares sem que o arquipélago receba por isso qualquer contrapartida directa. Pior: os impactos ambientais e os eventuais condicionamentos à aeronáutica civil são ainda desconhecidos.

Desenvolvimento, cooperação: precisamos. Campos de treinos de caças: Não! Participe. subscreva a petição.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

refugiados e esquecidos

Sofrimento humano é sofrimento humano. Não tem graus, nem níveis de importância, nem cores políticas.

Mas, no dia Mundial dos Refugiados, quero lembrar o povo Saharaui. Um povo esquecido, um país esquecido que aqui bem perto de nós sofre ainda a ocupação do seu país e vê negado o seu direito à autodeterminação.

As jovens gerações de sarahauis só conheceram a vida nos campos de refugiados em pleno deserto, dos mais pobres entre os mais pobres. A política de António Guterres à frente da UNHCR, defendendo que a ajuda a cada povo deve ser proporcional à sua capacidade para gerar simpatia e donativos internacionais, não contribui para resolver o problema.

Marrocos é um aliado importante da União Europeia e a Espanha tem muito interesse em ocultar as suas próprias responsabilidades no Sahara Ocidental. Soube pelo Firmeza no Rumo que ainda recentemente as autoridades marroquinas impediram a realização de uma reunião entre a OIT e sindicatos Saharauis.

O Sahara Ocidental é um problema incómodo e sem solução à vista. Um povo que o mundo esqueceu, mas que não perdeu a esperança de um dia poder vir a ser livre na sua terra.