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terça-feira, 20 de outubro de 2009

as eleições acabadas, o resultado previsto


Terminado o ciclo eleitoral, durante o qual as confederações patronais mantiveram um estratégico silêncio, ei-las agora com a sua exigência do costume: congelar os salários.

Estes nossos empresários, tão habituados à protecção estatal e à subsídio-dependência, não conseguem perceber que é justamente este modelo económico assente em baixos salários que nos colocou nesta posição fragilizada. Negam a evidência estatística de que Portugal é um dos países da Europa onde o custo do trabalho é dos mais baixos, pela sua lógica, seríamos já um dos mais competitivos.

No que não falam é na falta de investimento de muitas empresas nas especialização tecnológica, preferindo continuar a apostar em produtos e serviços de baixa qualidade e baixo valor acrescentado. E, afinal, é mais barato contratar operários não especializados do que engenheiros. No que não falam é nos baixos níveis de reinvestimento dos lucros que prontamente desviam para actividades financeiras especulativas. No que não falam é na ausência de uma procura interna dinâmica que o maior poder de compra dos trabalhadores poderia trazer.

Na altura em que se assinalam 80 anos sobre a grande depressão, estes nossos capitalistas portugueses demonstram que nada conseguiram aprender. Nem com essa crise, nem com a actual. Perante a sua boçal e mecânica reivindicação o novo governo terá de tomar opções. Opções que serão decisivas para o rumo que queira dar ao país.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

salário mínimo

Não podia deixar de assinalar o 35º aniversário da publicação do Decreto-Lei 217/74 de 27 de Maio que, pela primeira vez na história criou um salário mínimo em Portugal.

Nume época de grandes avanços este foi talvez um dos maiores e mais importantes direitos criados nessa altura.

A existência de um salário mínimo, algo que hoje nos parece tão natural e óbvio, permitiu arrancar uma grande parte dos nossos trabalhadores da miséria, e dar um mínimo de dignidade ao trabalho, revalorizando-o enquanto componente essencial da construção da riqueza do país. Hoje, infelizmente, em relação ao custo de vida, os actuais 472€ valem menos do que os 3.300$00 da altura. Dá que pensar...

O facto tantas vezes ocultado: foi o Primeiro-Ministro da altura o grande impulsionador desta lei. O seu nome: Vasco Gonçalves
.

Apesar da propaganda que sempre tentou demonizar o seu Governo, acusando-o dos piores crimes, a verdade é que este, como outros avanços sociais, como a criação do subsídio de férias, são da autoria do seu Governo. E a propaganda nunca apagará os factos.

[fotografia de Henrique de Matos]