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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

90% cacete

Leio na edição impressa do AO que a SATA aumentou em dezenas de euros as suas tarifas.

Apesar do lançamento das tarifas promocionais, a menos de 100 Euros para o Continente, nas tarifas normais os aumentos são muito substanciais, indo até às crianças que em vez de 50% passam a pagar 67% da tarifa normal (terão crescido?).

Ou seja, tornam-se mais baratos 10% dos lugares enquanto se encarecem os restantes 90%. Está visto o alcance e significado real da bandeira histórica de Carlos César em relação ao preço das viagens aéreas. Com a SATA é assim: 10% de cenoura, 90% de cacete!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

no verão nem só o calor aperta

Manifestando pouca boa fé para com aqueles com quem, de forma subliminar, lidam como adversários, já vai sendo habitual ver os partidos com poderes administrativos públicos aproveitarem as distracções de Verão para flagelar os ditos cujos, na expectativa de que a sua reacção, nesta época, será mais débil…
(O Leitor adivinhará facilmente de que “adversários” falamos)

Assim, no tempo quente, temos os residentes remediados a serem atacados de surpresa nos Açores com uma nova taxa – chamada “taxa de reemissão” - imposta pela SATA, sempre que necessitarem de alterar a sua reserva!
(Cada vez mais longínquas portanto as já famosas passagens a menos de 100 euros…)

E, também na mesma altura, temos os residentes mais desfavorecidos a serem atacados, desta vez a partir do Terreiro do Paço, por um conjunto de medidas que bem denunciam a hipocrisia da defesa do “social”, que, para ensaiar distâncias ao PSD, tanto gosta de invocar a torto (especialmente) e a direito, o Governo PS da República.

E quais são então os apertos da época agora introduzidos nos apoios públicos?

Um decreto (nº 77/2010) que elimina as medidas extraordinárias de apoio aos desempregados, em tempo de crise, reduzindo ainda mais o número de desempregados com direito a receber o subsídio de desemprego.
(Fica desde logo evidente que este decreto eliminou também a crise, portanto…)

Um decreto que elimina outro (o nº 245/2008) o qual permitia um adicional geral ao abono de família para compensar as despesas dos titulares com encargos escolares dos filhos dos 6 aos 16 anos.

(Toda a lógica, já que o “adversários” querem-se sem chumbos mas, de preferência…ignorantes.)

Um decreto (nº 70/2010) que altera, a partir de 1 de Agosto, a fórmula de cálculo para a condição dos “adversários” ao direito a qualquer das seguintes prestações: abono de família, abono pré-natal, subsídio social de desemprego, complemento solidário de idoso, rendimento social de inserção, acção escolar, comparticipações nos medicamentos ou nas despesas de cuidados continuados, reduzindo o número de portugueses pobres com direito a estes apoios.
(Toda a lógica também. É perfeitamente legítimo reduzir os apoios aos “adversários” em situação de exclusão social grave…para reduzir o seu número.)

E finalmente um decreto (nº 72/2010) que reduz, também a partir de 1 de Agosto, o subsídio de desemprego.

(Para além da formação profissional, já inventada antes, haverá melhor forma de acabar com o desemprego…estatístico?)
Mário Abrantes

terça-feira, 23 de março de 2010

Santa Maria tem de ir à bruxa

Graças ao Comparar Santa Maria fiquei a saber que o jet-fuel que devia abastecer de o aeroporto de Santa Maria está provavelmente contaminado e poderá ser inutilizável

Depois de deixarem sem combustível o mais importante aeroporto da Região em termos de escalas técnicas (que valem directamente para a Região mais de meio milhão de euros por ano!) por causa de "uma procura inesperada", devido à ponte aérea para o Haiti, ficamos agora a saber que o combustível que viria, enfim, encher os tanques do aeroporto, tem um nível demasiado elevado de biodiesel. A subcontratação da venda de combustível aeronáutico pela GALP, desculpabilizando a ANA aeroportos, entrega-nos a este vergonhoso desleixo, a esta incompetência sistemática. Como será quando a ANA for privatizada?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

tarifas para sortudos

Através de uma peticionária recolha de assinaturas, com rápida e massiva adesão dos açorianos (e não só), está sem dúvida generalizado um debate público essencial para estas ilhas, qual seja: a necessidade do abaixamento das tarifas aéreas.

Efectivamente esta põe-se como uma medida incontornável de dinamização cívica, política e económica da Região, bem como para a salvaguarda e o incremento da sua coesão, dadas as características arquipelágicas e as distâncias consideráveis que separam fisicamente os Açores do resto do mundo.

Desde já felicito os patrocinadores da iniciativa. Desejo referir no entanto que não partilho da ideia, a ela subjacente, que com a chamada abertura do espaço aéreo às companhias de low-cost ficaria resolvido o problema que o abaixo-assinado teve o mérito de trazer a debate público, e que está, estou seguro, na mente de todos os que o assinaram.

Porquê? Porque o espaço aéreo já está aberto entre os Açores e a América do Norte e entre os Açores e a Europa, mas (a não ser com condições atractivas conjunturais, investidas pela Região na sua promoção turística) nem por isso as low-cost vieram cá aterrar…

Sendo aberto, portanto, também para o Continente e Madeira, as low-cost, pelos critérios de rentabilidade com que se gerem, viriam aterrar em S. Miguel, e apenas em S. Miguel (ou talvez também na Terceira, mas com uma probabilidade pequena). E aqui a questão pia mais fino, não sei se para as ideias liberais do actual Presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, mas certamente para os Açores no seu conjunto. É que estaríamos a incentivar um abaixamento do custo das tarifas aéreas (direito inalienável de todos os açorianos) apenas para os que, por sorte geográfica, fossem considerados massa crítica justificativa da operação das low-cost! Ora, parece-me a questão em apreço por demais relevante para ser tratada como uma simples questão de sorte geográfica…

A resposta justa terá de ser outra e, com ou sem low-costs, só poderá ser a do investimento público regional (para os voos inter-ilhas) e nacional (para os voos de e para o Continente e Madeira) no abaixamento generalizado das tarifas. O que também permitirá, aliás, maior facilidade de circulação a quem, partindo do Continente para conhecer os Açores, se vê actualmente compelido a quedar-se apenas uma ou duas das suas ilhas.

Em entrevista concedida ao Correio dos Açores de anteontem o Presidente da SATA (uma das partes envolvidas na questão), desiludiu francamente esta legítima expectativa, pois foi falando de coisas que ninguém sente: “As tarifas nos Açores baixaram sobremaneira e a contra-ciclo”! E de outras que pouco significam, como as tarifas “discount”, ou as “promocionais” para o Continente que em 2009 chegaram a 120 euros, para alguns sortudos.

120 euros é o preço “normal” das tarifas para o Continente, num arquipélago ainda mais longínquo: Canárias! E entre ilhas o Governo daquela Região Autónoma comparticipa 50% do custo das passagens aéreas (que andam pelos 35 a 60 euros)!

Verdade, verdadinha, com low-cost ou sem low-cost, tarifas aéreas menos onerosas, por cá, por enquanto só para sortudos…

Mário Abrantes

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

33%

TAP e SATA sobem taxa de combustível


E vão subi-la nada mais menos do que de 33%: de 9 para 12 Euros.

Esse "mecanismo automático do INAC", sem rosto e sem culpa, tem muito que se lhe diga... Alguém ouviu falar de um aumento semelhante nos produtos petrolíferos? Agora é que a taxa de ocupação dos nossos hotéis vai subir com certeza!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

oportunidade ou falta dela?


Sem dúvida, uma boa ocasião para dizer alguma coisa simpática aos imigrantes, para quem o PS criou uma lei de estrangeiros que os considera mercadoria descartável e precária e que até criou um sistema de quotas para os ir afastando do território nacional.

Mas seria caso para perguntar: Então o que é que andou Ricardo Rodrigues a a fazer nestes últimos 4 anos na AR? Só agora se lembrou do assunto?

Fica, apesar de tudo, o registo de que então o PS vai com certeza aprovar a proposta que o PCP Açores apresentou em Maio passado, para garantir que os imigrantes também têm direito ao desconto nas passagens aéreas. Senão, com que cara ficaria o seu cabeça de lista?

sábado, 4 de julho de 2009

no centralizar é que está o ganho

Este investimento é o mais recente exemplo da política, que só posso considerar como centralista, e que visa concentrar em São Miguel, investimentos, infra-estruturas e potencialidades, em detrimento da visão estratégica de arquipélago. É porque afinal os Açores são nove ilhas. Não são uma ilha grande com mais oito bocados de rocha, habitados por uns poucos nativos casmurros, à volta!

E este centralismo mostra-se quando analisamos a escassez de argumentos para justificar a prioridade do investimento no aeroporto João Paulo II. Torna-se brutalmente claro quando associamos esta notícia à recente decisão da SATA de concentrar aí sua frota, decisão que já mostrou ter custos e consequências operacionais muito sérias. O caso revela-se, então, verdadeiramente sinistro quando vemos que o consórcio ganhador da obra envolve a Mota-Engil, poleiro dourado de Jorge Coelho e de outros ex-dirigentes socialistas.

Mas essencialmente triste é a incapacidade que os gestores que tomam estas decisões demonstram em perceber o enorme potencial que os Açores poderiam ter se dispusessem, também nas outras ilhas, de infra-estruturas aeroportuárias modernas e competitivas. Até porque o turismo açoriano não tem apenas São Miguel para oferecer.

Há quem não pense assim. O centralismo tem muitas formas.

terça-feira, 19 de maio de 2009

os Açores no centro do mundo

No dia 17 de Maio de 1919, o Capitão Albert C. Read e a sua tripulação de cinco homens a bordo do Curtiss NC-4, aterravam na cidade da Horta, naquela que viria a ser a primeira travessia aérea do Atlântico Norte.

Abriam assim caminho para o estabelecimento de rotas aéreas regulares que faziam escala obrigatória no nosso arquipélago. A bordo destes aviões chegaram e partiram pessoas, ideias, desenvolvimento, cultura e uma parte incontornável da nossa história.