domingo, 15 de março de 2009

proteger o ambiente

Venezuela acaba com a pesca de arrasto

Um passo importantíssimo para proteger os recursos marinhos deste tipo de pesca que destrói indiscriminadamente fundos, habitats e espécies com ou sem valor comercial.

Uma medida que seria positivo que fosse imitada noutras partes do mundo. As enormes vantagens de se ter uma economia devidamente organizada e planificada também se revelam assim.

o seu a seu dono


A cumprir, de facto, as razões que levaram a que fosse eleito, Evo Morales dá mais um passo para corrigir uma injustiça de séculos, ao mesmo tempo que toma medidas para garantir a segurança alimentar do seu país e a sua estabilidade social.

Na Bolívia a história anda para a frente.

responsabilidade e bom senso


Ora cá está mais uma profunda demonstração de racionalidade da gestão corporativa americana. Muito bem!

fundamental


ilhas desertas

Paulo Noval, no Diário Insular, defende publicamente uma ideia que muitos apenas defendem em privado: que é natural que as ilhas mais pequenas, que não forem sustentáveis, deixem de ser povoadas.

Com a devida vénia à brutal frontalidade de PN, tenho de reconhecer que fiquei chocado.

Chocado porque a ocupação do território nacional é mais do que uma questão de soberania, é uma questão de liberdade: A liberdade de os portugueses se fixarem em qualquer ponto de Portugal e aí encontrarem as condições para o usufruto de todos os direitos que lhes assistem.

Mas fico também preocupado com este economicismo que vai ganhando terreno nalgumas consciências, e vai contribuindo para a concentração de investimentos e infra-estruturas em São Miguel e, eventualmente, na Terceira. Numa visão de vistas curtas que não entende o potencial económico (turístico, ambiental, etc) das pequenas ilhas.

Quando São Miguel for uma ilha-cidade e as restantes oito, meras ilhas desertas, que restará da nossa identidade?

sábado, 14 de março de 2009

insultos à inteligência

Sócrates acusa CGTP de ser instrumentalizada pelo PCP e Bloco de Esquerda

Não é fácil insultar mais de 200.000 pessoas de uma vez só, mas José Sócrates conseguiu-o!

Os portugueses estão de há muito habituados a este discurso dos governos que tentam desta forma menorizar a contestação que sofrem.

Se as palavras do PM correspondessem à verdade, então assistiríamos a um verdadeiro terramoto eleitoral nas próximas legislativas.

Deus o oiça! Mesmo que, segundo a sabedoria popular, as vozes de José Sócrtates habitualmente não cheguem ao céu.

a propósito da viagem de Sócrates a Cabo Verde

O país anda preocupado com a crise, mas o PM está na dele.
Esta música aplica-se-lhe que nem uma luva!


Valha-me São Sid!

errar é humano

O líder do Grupo Parlamentar do PS declarou ao Diário Insular que os despedimentos na Base das Lajes não passavam de um lapso.

Na ânsia do seguidismo cego e de defender os interesses dos EUA, contra tudo e todos, Helder Silva contrariou mesmo a posição oficial do seu governo, para quem os despedimentos não foram um "lapso" e que demonstrou "desagrado".

Errar é humano. E o líder parlamentar do PS demonstra isso mesmo cada vez que fala...

há 126 anos

Karl Marx faleceu em Londres a 14 de Março de 1883.

O homem que pela primeira vez realizou uma análise total e racional do capitalismo, nas suas múltiplas vertentes e dinâmicas e que influencia, ainda hoje, as principais disciplinas do pensamento social e filosófico.

O homem que criou uma base teórica revolucionária aos explorados e oprimidos de todo o mundo, fornecendo-lhes a arma decisiva com que forjaram a modernidade das nossas democracias.

O homem cujo pensamento ganha uma actualidade renovada perante a situação em que vivemos, que veio confirmar a validade das suas análises das contradições intrínsecas do capitalismo.

O homem que manteve a firmeza das suas convicções toda uma vida, com grande sacrifício próprio. O homem que fez muito mais do que isto.

O homem morreu há 126 anos. As suas ideias estão mais vivas do que nunca.

sexta-feira, 13 de março de 2009

a verdade

Manifestação é a “maior de sempre” da CGTP em Lisboa

Esta é dimensão real do descontentamento que o PS nem quer ver.
Esta é a verdade de quem sabe que tem razão porque luta acima de tudo por justiça.

Esta é a imagem que os partidos do centrão que nos têm governado mais temem, porque sabem que cada vez mais portugueses estão finalmente dispostos a dizer "basta!", bem alto, na rua e sem medos.

O descontentamento atingiu uma dimensão em que ignorá-lo significa pôr em causa a própria democracia, com ou sem maiorias absolutas, cuja legitimidade tem, afinal, limites.

Os dias da política de direita, seja ela feita pelo PSD ou pelo PS, estão contados. Esta é a verdade. Mesmo para quem quer fechar os olhos.

despedimentos na Base das Lajes (actualização)

Não o costumo fazer muitas vezes por aqui, mas tenho de reconhecer que a posição assumida oficialmente pelo Secretário Regional da Presidência do Governo sobre este assunto é a correcta.
Agora, não resolve a contradição das palavras de Carlos César, proferidas há dias apenas, ainda por cima, quando a situação "não é nova".
E, por outro lado, a continuada recusa das autoridades dos EUA em aceitarem a regras do Acordo que assinaram com Portugal, não é aceitável e terá de ser discutida ao mais alto nível diplomático. Portanto, esperemos que estas tomadas de posição não sejam só para açoriano ver.

despedimentos na Base das Lajes

Na Base das Lajes: Nove trabalhadores “convidados” a sair

Nove trabalhadores portugueses ao serviço das Feusaçores foram ontem informados de que os seus contratos a prazo serão rescindidos a 15 de Abril. Isto depois do presidente do Governo Regional, Carlos César, ter afirmado recentemente que no que se refere a trabalho temporário na Base das Lajes subsistem apenas um ou dois casos, que ainda assim estão a ser tratados.
Para o secretário-geral do Sindicato dos Transportes e Turismo, Paulo Borges, “a situação que está a viver-se hoje de rescisão de contratos a prazo é a prova de que o senhor presidente do Governo Regional não estava completamente elucidado” sobre os conflitos laborais na Base das Lajes.
Segundo Paulo Borges, nove trabalhadores dos Tank Farm “contratados a prazo de forma ilegal” foram ontem chamados pela chefe do escritório do pessoal civil do destacamento norte-americano na Terceira, Laura Hanks, que os “convidou” a assinar uma comunicação de rescisão dos seus contratos a 15 de Abril próximo.Como apenas um dos trabalhadores terá aceitado assinar o documento em causa, Laura Hanks terá recorrido à “ameaça” no sentido de persuadir os restantes a fazê-lo, acrescenta o sindicalista.

Hanks na mira
No entender de Paulo Borges, estes factos “contrariam as declarações de Carlos César e as intenções manifestadas pela comandante norte-americana, Margaret B. Poore, na sua recente audiência no Palácio de Santana.
O secretário-geral do Sindicato dos Transportes e Turismo defende ainda que, “a ser esta uma atitude unilateral de Laura Hanks, não resta ao Comando português senão preparar um dossiê no sentido de providenciar o regresso a casa desta senhora, que já prejudicou muitos trabalhadores”.

“Velha questão”
Contactada por DI, Paula Ramos, representante do Governo Regional na Comissão Laboral das Lajes, lembrou que este “não é um problema novo”.
De acordo com Paula Ramos, trata-se de uma “velha questão” que tem oposto as partes portuguesa e norte-americana - enquanto a Região considera que os contratos dos trabalhadores dos Tank Farm são já contratos sem termo, por alegada violação do limite de renovações dos contratos a prazo, os norte-americanos têm uma visão diferente.
A responsável adianta, no entanto, ter indicações da Comandante norte-americana da Base das Lajes de que “tudo está a ser feito no sentido de repor a situação”.
Por seu lado, o Governo Regional vai “continuar a acompanhar a situação, para que pelo menos esses trabalhadores sejam reintegrados e não percam o seu local de trabalho”, acrescenta.

O que disse César
Recorde-se que o presidente do Governo Regional considerou segunda-feira que alguns dos casos de conflito laboral na Base das Lajes que mereceram maior destaque público tiveram uma evolução “muito positiva”.
Após uma audiência que concedeu à nova comandante do destacamento norte-americano na Base das Lajes, Carlos César afirmou que no que se refere a trabalho temporário na Base das Lajes subsistem apenas um ou dois casos, que ainda assim estão a ser tratados.
“A Base das Lajes representa uma unidade empregadora que contribui para o desenvolvimento económica da ilha Terceira e dos Açores em geral de forma muito significativa e é por isso mesmo que se repetem estes encontros”, disse, sublinhando a importância de uma relação privilegiada com os Estados Unidos no quadro da política transatlântica.
Segundo o Sindicato dos Transportes e Turismo, 50 trabalhadores portugueses ao serviço das Feusaçores estão ainda em situação precária.

Fica tudo dito sobre a relação dos EUA com os trabalhadores da Base das Lajes e sobre o papel do Governo Regional nesta matéria...

quinta-feira, 12 de março de 2009

o imprescindível cartoon do El Pais

lá se fazem, cá se pagam


Neste artigo do jornal A União, Duarte Freitas vem chorar lágrimas de velho crocodilo sobre o desmantelamento do sistema de quotas leiteiras.

Parece querer esquecer que foi o seu correlegionário Durão Barroso um grande impulsionador desta reforma e que o grupo político europeu em que o PSD se integra sempre defendeu com ardor a liberalização dos mercados, também nos sectores produtivos. Duarte Freitas também sabe que, nesta fase, o seu "apelo" já não passa de um mero fait-divers eleitoral e é, portanto, inofensivo.

Um discurso na Europa. Outro nos Açores. As eleições aproximam-se.

para Ponta Delgada serve

Fiquei estupefacto, ao ler a acabrunhante confissão de Paulo Casaca ao Açoriano Oriental:


Quer dizer: para deputado europeu Paulo Casaca não serve por causa das suas ligações a uns terroristas reformados, mas para candidato à Câmara de Ponta Delgada, já serve!

Pior! Para o candidato do PS, concorrer à Câmara da maior cidade dos Açores é uma segunda opção. Enfim... Foi o que o Centro de Emprego Socialista lhe arranjou...

Vem-me à ideia a expressão: "suicídio eleitoral".


terça-feira, 10 de março de 2009

top gun à nossa custa


Bem, tudo parece decidido em relação a continuar a utilizar os Açores como um agressivo porta-aviões estacionado ao largo do continente europeu.

Não contesto, naturalmente, que se faça um estudo de impacto ambiental, pelo contrário exigi-lo-ia sempre. Mas não é difícil calcular o impacto de bombas e foguetes, com metais e outras matérias perigosas (incluindo, provavelmente, urânio empobrecido e outros tipos de ligas perfurantes avançadas) a explodir sobre o (nosso) Atlântico. e sobre a nossa fauna marinha, quando não, mesmo sobre as nossas ilhas. Exige-se muita atenção a este "estudo", que esperemos que não tenha as suas conclusões já decididas.

Em qualquer caso, desconfio que os açorianos não terão nada a ganhar com mais este negócio...


As desvantagens de estar na América
Ainda na mesma notícia, vemos a desculpa miserável do comandante americano para a questão dos aumentos salariais dos trabalhadores da Base das Lajes: "Não podem ser aumentados porque a lei americana não permite".

Mas qual lei americana??? Já vendemos a Terceira aos americanos??? A lei laboral aplicável é, indiscutível e obviamente a lei laboral PORTUGUESA! E os EUA são obrigados a cumpri-la.

Carlos César, ouviu, sorriu e nada disse. Continuamos na política da subserviência, da espinha dobrada, do abandono da defesa dos nossos interesses.


segunda-feira, 9 de março de 2009

do palácio de Santana não se vê São Jorge

São Jorge (sem desprimor para as restantes ilhas) tem um potencial ambiental e turístico incomparável. Infelizmente tão mal aproveitado, tão carente de investimentos e infraestruturas, que por vezes ficamos com a impressão de que está tudo por fazer.

Existem dezenas fajãs com habitats únicos e ainda não adulterados, mas não existem transportes públicos que permitam aos visitantes conhecer melhor a ilha.

Existem quilómetros de natureza intocada, montanhas e paisagens de cortar a respiração, mas depois, os trilhos pedestres para os descobrir estão (quando estão de todo) mal assinalados, escondidos em mapas que ninguem tem, ou então vão sendo asfaltados ao sabor de conveniências desconhecidas.

São Jorge está bem no meio do grupo central, (em dias claros é possível ver todas as outras ilhas do grupo, aliás) mas os transportes para a ilha são raros, caros e insuficientes. As opções de alojamento também não são abundantes, a água potável é de má qualidade, os serviços de saúde são poucos e oferecem poucas respostas. Os produtos e a gastronomia local são de elevadíssima qualidade, mas pouco conhecidos e divulgados.

Ainda mais importante, os jorgenses são gente acolhedora e empenhada, que merecia que o Governo Regional desse mais atenção à sua terra. É que, se não se vê São Jorge do Palácio de Santana, de São Jorge vê-se o paraíso ambiental que os Açores podiam ser.

(mais) razões para nos preocuparmos



Uma avaliação mais rigorosa dos efeitos do aquecimento global faz os cientistas temerem uma subida mais rápida e acentuada do nível dos oceanos, potencialmente catastróficas para as zonas costeiras e, naturalmente, também para os Açores.

A situação é grave. Estamos muito para lá da inocência dos tempos do simples "agir local". Não vai bastar contribuir no âmbito estreito da nossa própria comunidade para abrandar o avanço do aquecimento global.

Impõe-se antes um "agir global" e é fundamental que os governos e organismos internacionais oiçam as recomendações dos organismos especializados como o Painel Internacional para as Mudanças Climáticas e tomem medidas imediatas.

Este novo alerta revela também a insuficiência e ineficácia do "mercado global de emissões", onde os países ricos poderiam comprar o direito de poluir, na prática em pouco ou nada reduzindo as suas emissões. Não basta.

É tarde para paliativos.

domingo, 8 de março de 2009

Metade do quê?

Dá-se tanta importância aos estudos da OCDE, que não é possível que eles passem despercebidos. Desta vez, o assunto foram as retribuições na reforma, em relação ao último salário.

O estudo que saiu esta semana referia que (como é conhecido), o valor da reforma rondava os 90% do último salário recebido, obviamente variando com a situação profissional, a evolução da carreira do reformado, etc. E concluía que dentro de 20 anos, em 2030, a expectativa média é de 54% desse mesmo último salário, considerando a legislação sobre a (in)segurança social, aprovada pelo governo PS.

54%! É talvez de pensar bem neste número. Sem entrar em linha de conta com o malfadado factor de sustentabilidade da (in)segurança social!

O salário mínimo, sendo uma valiosa conquista dos trabalhadores no pós 25 de Abril, hoje não tira ninguém da pobreza, em resultado da sua desvalorização provocada por mais de 30 anos de políticas de direita. Agora, pense-se no que significa receber 54% desse salário. Menos de 250€ mensais para quem trabalhou uma vida inteira. É justo?

provas inegáveis


É cada vez mais difícil negar a forma como o território dos Açores foi utilizado nestas vergonhosas operações, sob o silêncio cúmplice das autoridades portuguesas, a começar no Governo Regional, que não parece nada interessado em esclarecer o assunto.
Vergonhoso!