O desmembramento de muitas das nacionalidades da União Soviética, no século passado, foi saudada pelas potências ocidentais como a "libertação destes povos do domínio russo-soviético" e como a criação de uma série de "novas democracias" aliadas, prontamente acolhidas no seio da NATO e da UE.As transformações nesses países apoiaram-se por vezes nos sectores políticos mais radicalmente reaccionários, proto-fascistas e mesmo saudosos dos tempos do Reich Nazi. Veja-se como exemplo o ressurgimento das milícias Ustase na Croácia, sempre sob o beneplácito cordial do ocidente.
O caso da Letónia é, infelizmente paradigmático porque, afinal, no seio da nossa moderna e democrática União Europeia, há ainda países que comemoram a sua participação na IIª Guerra Mundial ao serviço de Hitler e onde se escrevem livros de louvor às saudosas SS.
Mas, pior: sabiam que há um país da União Europeia onde 26% da população não tem direito à cidadania e, consequentemente, não tem direitos políticos apenas por ser de "origem russa"?
A nova Europa ainda tem muitos velhos problemas por resolver.
Sobre isto, vale a pena ler o artigo do eurodeputado Giulietto Chiesa, publicado n' O Diário.info.





















