quarta-feira, 20 de maio de 2009

do optimismo eleitoral


Nunca percebi bem estes governantes que julgam ser sua missão pregar com toda a cegueira o optimismo mais serôdio e descabido. Será que julga assim instilar a tal "confiança", esse ingrediente metafísico e milagroso das nossas modernas economias?

No momento em que todos os indicadores são mais negativos do que nuca, talvez Teixeira dos Santos anseie que tenhamos finalmente batido no fundo e, de acordo com a lógica mecanicista que hoje se aprende e se ensina nas universidades, se siga a inevitável recuperação. Talvez repetindo-o frequentemente, o Ministro das Finanças tenha a esperança de eventualmente um dia acertar.

Até Outubro, vamos certamente ouvir ainda muitas vezes esta mesma profecia.

terça-feira, 19 de maio de 2009

a coisa complica-se

Empordef avança com providência cautelar

A empresa detentora dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo não se vai limitar a ficar de braços cruzados em relação à devolução dos 32 milhões de Euros já pagos pelo Atlântida.

Apesar das declarações optimistas do Secretário Regional da Economia no parlamento, este é um cenário que se esperava. A isto seguir-se-à, provavelmente, um longo e atribulado processo judicial de resultado incerto.

Não sei bem, como o resto dos açorianos também não sabe, de quem são as maiores responsabilidades, se de quem não construiu o que estava no projecto, se de quem fez um projecto inexequível, se de quem devia ter acompanhado e fiscalizado a obra e não o fez. E este é o esclarecimento que continua a faltar...

os Açores no centro do mundo

No dia 17 de Maio de 1919, o Capitão Albert C. Read e a sua tripulação de cinco homens a bordo do Curtiss NC-4, aterravam na cidade da Horta, naquela que viria a ser a primeira travessia aérea do Atlântico Norte.

Abriam assim caminho para o estabelecimento de rotas aéreas regulares que faziam escala obrigatória no nosso arquipélago. A bordo destes aviões chegaram e partiram pessoas, ideias, desenvolvimento, cultura e uma parte incontornável da nossa história.

o fim dos bairros sociais


Finalmente os nossos governantes começam a perceber que empilhar centenas ou milhares de pessoas com problemas sociais graves e baixos rendimentos em blocos de apartamentos, tantas vezes de baixa qualidade, normalmente isolados das cidades, é uma receita para o desastre. Partilho da opinião expressa na lúcida 1ª coluna do Diário Insular.

Se os fundos utilizados na construção de habitação social nova passarem a servir para adquirir e reabilitar imóveis degradados no centro das nossas cidades e vilas, poderemos estar perante uma mudança importante.

Uma mudança do ponto de vista urbano, mas também social, mais do que tudo importa acabar com a criação de guetos e permitir a diversidade social, a diversidade de estratos sociais, no centro das cidades. Ganha a reabilitação e protecção do património construído, ganham os pequenos comerciantes, ganha a segurança urbana.

Mas o realojamento em meio urbano é sempre um processo complexo, por causa da disponibilidade dos fogos, tipologias adequadas, etc. Esperemos que este anúncio não vá apenas no sentido de distribuir cheques-habitação, demitindo-se o Governo Regional de garantir directamente a reabilitação das habitações necessárias. Seria a maneira rápida de estragar uma boa ideia...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

actual

Poema de José Gomes Ferreira - Música de Fernando Lopes Graça

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!


Há poemas e músicas que o tempo não esgota

assim já é democrático

Depois das críticas às faltas de transparência, seriedade e democracia no referendo irlandês que ditou a morte do Tratado de Lisboa, Luís Amado considera que agora, sim, o referendo em que os irlandeses serão mais uma vez convidados a aprovarem o tratado, será correcto e democrático, pois as sondagens dão vantagem ao sim.

Se as coisas não correrem bem e os irlandeses votarem errado, quantos vezes mais irão referendar o tratado? E, já agora, será que o PS voltará a prometer um referendo aos portugueses? Não acredito. Como diz Vital Moreira, tratam-se de matérias muito complicadas e o nosso povo, ignorante como sempre, ainda fazia asneira e rejeitava o belo desígnio europeu de Sócrates-Barroso.

Ainda vamos ver Luís Amado e José Sócrates, de mãos dadas em torno duma mesa de pé-de-galo a tentar ressuscitar o defunto Tratado de Lisboa!

nós europeus


Estamos definitivamente no pelotão da frente dos países que mais sofrem com a crise económica. Somos mesmo europeus!

Cai, com estrondo, o mito sempre propagandeado de que a integração europeia protegeria a nossa economia.

Torna-se incontestável, também a dimensão do erro que foi tentar orientar a nossa capacidade produtiva apenas para as exportações, em vez de se ter dinamizado a procura interna e lançado as bases de um sólido mercado interno.

Será que ainda vamos a tempo de mudar de rumo?

polemiko


Um projecto polémico, a todos os níveis, mas que pretende estudar, compreender, traçar rumos possíveis para a evolução da língua portuguesa, com a generalização deste tipo de linguagem estenografada das mensagens SMS. Não consegui evitar uma primeira reacção de algum choque perante a ousadia de "esseémizar" um dos grandes nomes da nossa literatura.

Desconfio sempre um pouco destas teoria que pretendem influenciar ou prever a evolução das línguas. Estas são organismos vivos e devem evoluir, com liberdade, claro. As recentes introduções de palavras de origem africana e brasileira são prova da vivacidade do português. As novas tecnologias certamente também terão contributos importantes para a evolução da nossa língua.

Mas lamentarei sempre todas as evoluções que nos façam perder partes importantes do nosso riquíssimo vocabulário, ou que tendam a uniformizar em demasia os estilos locais da utilização da língua.

Este é mais um campo onde a diversidade será sempre sinónimo de riqueza. Podemos orgulhar-nos do nosso português. Claramente uma das línguas do futuro.

sábado, 16 de maio de 2009

anedota

Afinal - e para grande e indisfarçável desgosto dos sectores da esquerda que obsessivamente ansiavam pela aproximação aos sectores mais "à esquerda" do PS - Manuel Alegre não sai do PS nem vai formar um novo partido.

Assume que há divergências e não vai integrar as listas para a AR (a reforma por inteiro como deputado já tem), mas fica-se pelo mero verbalismo crítico, pela crítica sem consequência. Alegre não passa dum ligeiro sorriso eleitoral no canto da boca de José Sócrates. Alegre é inofensivo. A sua atitude até cheira a medo de um mau resultado eleitoral!

Para uma determinada geração de jovens de esquerda é uma decepção. Para as gerações mais antigas, que conhecem Alegre há muito tempo, não é nenhuma surpresa.

pôr o mar a render

foto de Ricardo Alfredo Santos - www.olhares.com

Ernâni Lopes coordenou um estudo da empresa SAER sobre linhas de desenvolvimento estratégico para a economia portuguesa e propõe a criação de um Hypercluster do Mar, que pode ter potencial para vir a representar mais de 12% do nosso PIB.

Transportes, construção naval, pescas e mesmo exploração mineira poderão ser os sectores em que reside a chave do nosso desenvolvimento. A crise pode, apesar de tudo, ser uma boa oportunidade para abandonar a opção errada da orientação de Portugal como um paíse de serviços, para passarmos a ser muito mais um país de recursos.

Um estudo para se analisar atentamente. Parabéns ao Expresso pela sua disponibilização integral on-line.

democracia digital

Sem querer discutir quais foram os reais impactos da pressão exercida pelos blogues na discussão da questão da sorte de varas, penso que se lançou uma discussão muito interessante nalguma blogosfera açoriana sobre os papel dos blogues na participação democrática.

(alguns exemplos: no Açores SA, no Máquina de Lavar, no In Concreto ou no Fiat Lux)

É uma discussão que não é nova, que é realizada em muitos sítios e países, mas acho especialmente interessante que nos Açores a façamos não por importação, mas baseando-nos na nossa própria experiência de participação, que teve, pelo menos dois momentos altos nas mobilizações sobre a Fajã do Calhau e sobre a Sorte de Varas.

A discussão política na blogosfera tem vários pontos muito positivos. Como já por aí escrevi numa caixa de comentários, o facto de não conhecermos o autor, nem o seu contexto, em muitos casos, obriga-nos a pensar apenas nas ideias que defende, sem que os preconceitos que possamos ter sobre os seus posicionamentos e opções nos condicione. Como tal, pode corresponder a uma dose maior de racionalidade e, eventualmente, respeito mútuo.

Por outro lado, tende a nivelar os participantes. Aqui, somos de facto todos iguais. Não há autoridades reconhecidas, nem doutores, nem engenheiros e, uma vez mais, valemos apenas pela força das nossas opiniões. Por outro lado, ao divulgarmos a nossa opinião estamos a expor-nos à crítica, a abrir-nos ao debate.

Mas a questão central é a de recolocar a opinião individual do cidadão no centro do debate político. Porque, por trás do acto de criar ou frequentar um blog está o reconhecimento implícito de que todos têm direito a ter uma opinião e todas as opiniões são igualmente válidas. Há uma valorização da nossa própria opinião, que pensamos que merece ser ouvida. Isto é algo a que os partidos políticos, pela sua natureza colectiva e pela sua estrutura hierárquica têm dificuldade de se adaptar, mas que não podem definitivamente ignorar.

Agora, um dos grandes problemas, que provavelmente contradiz tudo o que atrás escrevi, é que a maior parte das pessoas não participa neste medium. A verdade é que os bloggers são apenas uma pequena parte da sociedade. E não podemos confundir a sua opinião com a opinião pública, no sentido clássico do termo.

E esta tem de ser a prioridade: pôr mais gente a aceder, pôr mais gente a participar. Para que a nova democracia digital de que estamos, objectivamente, a construir nunca se transforme numa oligarquia digital.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

bem pior do que se esperava

Ao contrário dos que diziam que a nossa "pequenez" económica nos protegeria dos vendavais económicos que assolam os países europeus, as novas previsões do próprio Governo assumem a esmagadora dimensão númérica da crise que atravessamos.

Os impactos sociais destes números já são claros para todos os que não se limitam a ver os telejornais das televisões oficiosas do Governo (a RTP, mas sobretudo a SIC) os encerramentos diários de empresas, as multidões nos centros de emprego, o abandono das actividades, a emigração.

Paradoxalmente, ou talvez não, os lucros da nossa banca continuam em alta. 533 milhões de euros no primeiro trimestre, qualquer coisa como 6 milhões de euros por dia. Sendo uma redução em relação a anos anteriores, pode-se dizer que não estão nada mal. Neste caso, ao contrário do título deste post, foram bem melhores do que se esperava!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

últimas varas



Quero terminar aqui esta série de posts sobre a sorte de varas com esta bela foto que mostra o touro, esse esplêndido e belo animal, no seu lugar próprio, no seu habitat, longe de faenas e crueldades, integrando harmonicamente o eco-sistema das nossa ilhas.

A minha primeira reflexão é numa nota positiva: a Autonomia cresceu, amadureceu, consolidou-se. Numa questão importante, que motivou paixões diversas não tivémos um resultado pre-definido por maiorias e lideranças. Podia ter havida mais, mas houve algum debate, a sociedade civil movimentou-se, tomou partido, organizou-se e manifestou-se. Isto é Democracia, e os Açores nalguns aspectos, não pede meças a ninguém.

Numa nota menos positiva, a existência de eventuais pressões menos claras e um peso grande da negociação de corredor, demonstram ainda tiques antigos no nosso parlamento. Por outro lado o resultado da votação demonstra que ainda há um longo debate para se fazer no seio da sociedade açoriana sobre os direitos dos animais. Esta é, se conheço alguma, uma questão fracturante e sobre a qual há uma divisão real de opiniões nos Açores. E esta divisão não me convida a efusividades insensatas.

varas quebradas

Finalmente! A proposta da sorte de varas acabou de ser chumbada no Parlamento com 26 votos a favor, 2 abstenções e 28 votos contra. Felizmente, ufa!
Se o resultado fosse ao contrário e a proposta passasse por apenas dois votos, seria sempre uma proposta derrotada. Este tema é demasiado fracturante para poder ser aprovado por vantagens marginais.
A democracia açoriana pode hoje andar de cabeça erguida.

um pouco menos açorianos

No debate na ALRA, ontem, os defensores da sorte de varas falaram de tudo menos do próprio conteúdo da proposta.

Ou seja, falou-se de touros de morte, de bandarilhas, de matanças do porco, de interrupção voluntária da gravidez e do crime ético de se comer carne, mas pouco se falou da própria sorte de varas.

Falou-se da idade média, de D. Maria II, da ditadura militar e do pós 25 de Abril, mas pouco se falou da actualidade.

Falou-se de Barrancos, Salvaterra de Magos, Sintra e Viana do Castelo, mas muito pouco se falou dos Açores.

A verdade é que, apesar dos verbalismos autonomistas, pouco se considerou a especificidade e a cultura próprias da nossa Região. E só podia ser esta a estratégia para quem pretende importar de fora modelos jurídicos e sortes de varas e tornar os Açores um pouco menos açorianos.

Esperemos que não seja mau presságio para a votação desta tarde.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

a incongruência, a gripe e outros agressores

Fugido de um laboratório norte-americano (provavelmente militar) o virus foi ao México e regressou a casa começando a vitimizar os seus próprios produtores. “A gripe suína já matou 53 pessoas no mundo”. Com este “já”, na notícia, está-se a contribuir para o pânico, universalmente lançado há cerca de um mês, o qual, por sua vez, fomenta a compra de vacinas aos milhões, num negócio altamente rentável para quem a produz (provavelmente também na América do Norte). Mas se dissesse: “Apesar do pânico lançado e do empolamento do perigo da gripe suína, esta, até agora, apenas provocou 53 mortes no mundo, enquanto a gripe comum já provocou, só este ano, mais de 1 500.” Esta outra notícia colocaria o problema de uma forma mais objectiva. No entanto, de entre as duas, como sabem, a escolha caiu sobre a mais incongruente...

Há outras notícias onde a incongruência, felizmente não colheria. Imaginemos esta: “O agredido matou a agressora na cama, com um martelo de pedreiro!”. Claramente o sucedido nesta semana foi antes o anúncio do julgamento de “um agressor que, com um martelo de pedreiro provocou a morte da agredida, enquanto esta se encontrava na cama”.

Todavia, quanto a agressões (particularmente militares), a congruência entre agredido e agressor, ao contrário do que aconteceu no caso anterior, nem sempre é facilmente detectável. Tal como foi noticiado: “Os terroristas do Hamas atacaram Israel com roquets, e os soldados israelitas, em legítima defesa, viram-se obrigados a entrar em território palestiniano para eliminar os atacantes”. Ou, como não foi noticiado: “Para se defenderem do cerco e do bloqueio israelita, os guerrilheiros palestinianos, a partir do seu reduto recorreram ao disparo de roquets artesanais contra Israel e estes, aproveitando-se do facto, invadiram toda a faixa de Gaza, ocupando-a militarmente, destruindo escolas e hospitais, e chacinando as populações.” Já a frio, um relatório independente feito por um grupo de peritos internacionais, esta semana divulgado, conclui que do lado palestiniano foram mortas 1400 pessoas, das quais 300 eram crianças e 100 eram mulheres, e do lado israelita morreram 4 civis. Este relatório conclui ainda que, além de crimes de guerra cometidos por ambas as partes, os israelitas cometeram crimes contra a humanidade e são suspeitos de crime de genocídio. Então em que ficamos? Quem é o agressor e o agredido? O criminoso e a vítima? Qual a notícia mais objectiva? E qual a mais incongruente? A que foi dada, ou a que não foi dada?

O Iraque é de momento a ilustração mais profunda e dramática das consequências da notícia incongruente e tendenciosa. Em nome duma mentira (que transformou convenientemente o agressor em agredido) um povo inteiro sofre o destino quotidiano da morte, da guerra e da fome, e os seus agressores mandados para o terreno (os jovens soldados norte-americanos), totalmente desorientados e sem convicções sustentáveis, acabam a matar-se uns aos outros, conforme notícia (bem objectiva…) de segunda-feira passada. Da incongruência inicial da notícia, passámos para a incongruência terrível da realidade.

Pelo país, em versão menos mortífera (felizmente), também se vão confundindo agredidos e agressores. Aproveitando a boleia do candidato socialista às europeias ter sido mimado no 1º de Maio, por vítimas da política do seu governo, com apupos e empurrões, vem agora outro agredido queixar-se, em entrevista ao Jornal de Notícias: “Também eu tenho sido vítima do PCP…” (José Sócrates)

Mário Abrantes

terça-feira, 12 de maio de 2009

liberdade de cobardia

Não consigo mesmo entender porque é que diversos grupos parlamentares na ALRA deram liberdade de voto aos seus deputados na questão da sorte de varas.

É porque, sendo uma questão sobre a qual as pessoas terão naturalmente diversas e pessoais sensibilidades, é também uma questão demasiado importante para que os partidos, enquanto organizações representativas, se demitam da maçada incómoda de terem de ter uma opinião.

Pois eu penso que, no nosso sistema democrático os partidos têm mesmo de ter uma opinião!

Quanto a PS, PSD e CDS, entendo que queiram preservar bases eleitorais de apoio, na Terceira e fora dela, tentando não se comprometer e, dentro da medida do possível, agradar a gregos e troianos.

Agora, a posição do BE ao conferir liberdade de voto aos seus deputados é que é perfeitamente inexplicável! Como é que um partido que se reclama de esquerda, que tem tido, nesta matéria, posições correctas e avançadas se demite assim de ter e emitir opinião?

É que amanhã, quando intervierem no Parlamento, Zuraida Soares e José Cascalho vão fazê-lo em seu nome individual. O BE enquanto tal, estará ausente da discussão.

Lamenta-se.

deselegâncias

Foi pelo menos deselegante a atitude de Luís Paulo Alves ao fazer uma intervenção de perfeita pré-campanha hoje no Parlamento.

Não querendo contestar o inalienável direito dos deputados se debruçarem sobre o que entenderem, também ninguém cai na inocência política de julgar que a sua intervenção sobre temas europeus nada tem a ver com o facto de ser candidato ao Parlamento Europeu nas listas do PS.

LPA não ficou muito bem na fotografia, até porque foi recordado, e bem, que afinal é o candidato lista de Vital Moreira que, como foi afirmado - e bem, mais uma vez - sempre foi um dos grandes inimigos da autonomia.

Também conseguiu que o recordassem que dificilmente a sua postura de defesa dos Açores poderá fazer vencimento perante o mesmo PSE que aplaude o Tratado de Lisboa que, entre outras maravilhas, fará com que os mares açorianos passem a ser geridos em exclusivo por Bruxelas.

A tudo isto, LPA pouco poderia responder e, inteligentemente, nem tentou. A coisa não correu bem...

touradas só na cama!


neste blog não picamos ninguém


E participamos do movimento lançado pelo In Concreto contra a sorte de varas nos Açores.