segunda-feira, 8 de junho de 2009

fugir para a frente



Perante os lamentáveis resultados do PS e a monstruosidade dos valores da abstenção Carlos César decidiu insistir na sua última ideia brilhante, e fonte garantida de sound-bytes, até a nível nacional, o voto obrigatório.

Demonstra com isto que nada quer perceber da profunda condenação que os açorianos fizeram às políticas do PS, na qual não pode deixar de estar abrangido o seu próprio governo. Nega as responsabilidades dos efeitos da sua ausência da liça eleitoral e procura distrair as atenções, com uma ideia que visa resolver "na secretaria" o problema da abstenção.

Um pouco de humildade na leitura dos resultados tinha-lhe ficado melhor do que esta desesperada fuga para a frente, lançando absurdas cortinas de fumo sobre as suas próprias responsabilidades políticas.

os números que mais ordenam

Não me apetece andar a roer números que toda a gente já roeu de mil e uma maneiras, em busca de uma qualquer análise inovadora e genial. (Não tenho demasiadas ilusões sobre a minha própria genialidade.) Também não quero embandeirar em arco com as subidas de A ou de B, até porque os níveis da abstenção relativizam (e muito) a realidade das mudanças nas relações de força partidária.

Esqueço o acessório. Procuro o essencial. O facto mais obviamente incontestável que resulta destas eleições é a condenação do Governo. Seja por via da punição eleitoral do PS, seja por via da abstenção. Não duvido que muita desta abstenção foi um protesto. Um protesto mudo, porventura desadequado, mas um protesto em muitos casos um protesto consciente.

As eleições não eram legislativas, mas os portugueses sentiram a necessidade de protestar desta maneira contra o Governo de Sócrates. E fizeram-no porque sentem que não têm outra forma de o fazer. O progressivo esvaziamento dos mecanismos de participação democrática, levados quase ao ponto da sua redução aos momentos eleitorais, leva a que as pessoas sintam que não têm qualquer controlo sobre a condução do país e crescentemente se divorciem dos processos políticos. A situação é ainda pior numa situação de maioria absoluta, onde as opiniões minoritárias têm tendência a ser completamente marginalizadas.

Ora, creio que este descontentamento e falta de alternativas de protesto é o fundamento deste resultado.

Se queremos, de facto, combater esta "desvitalização" abstencionista da nossa democracia é isto que temos de alterar. O que é preciso é reforçar os direitos de participação activa dos cidadãos, o direito de petição, o papel das ONG's nos processos de decisão, a recuperação dos mecanismos democráticos nas empresas. Temos de facilitar a criação de partidos e organizações políticas, criar mecanismos que garantam representação às opiniões minoritárias. E, muito, mas muito importante, é necessário criar mecanismos que impeçam a formação de maiorias absolutas nos parlamentos nacionais e regionais.

Tirando alguns períodos agitados do período revolucionário, Portugal nunca teve problemas sérios de governabilidade ou de estabilidade das instituições. Os partidos politicos sempre foram conseguindo construir acordos de governação (como aliás acontece sistematicamente em muitos países do mundo). Até porque, a força política que deliberadamente procurasse obstaculizar os processos governativos enfrentaria uma pesada consenação política (e eventualmente eleitoral).

A maioria absoluta nega à partida a natureza colegial e crítica dos parlamentos, onde era suposto que as diversas forças representadas conseguissem encontra pontes entre si para encontrarem as melhores soluções. Onde, acima de tudo, partilhassem o poder. Basta ver o sucesso de tantas e tantas administrações autárquicas que trabalham desta maneira.

Se queremos ler os resultados para lá do pequeno ganho ou perda partidária, esta é mensagem, este é o caminho que os portugueses nos apontam. E são eles quem mais ordena.

NOTA: É a primeira vez que se cita Tony Blair neste blogue. Espero que não se torne um hábito, mas a frase adapta-se demasiado bem...

domingo, 7 de junho de 2009

más notícias, boas notícias


Três frases que julgo serem absolutamente fundamentais e alguns comentários que penso serem oportunos:

Sobre os consumidores de informação:
"Há um elemento que, para mim, define muito o conceito de consumidor de informação português: as pessoas querem ver pontos de vista em que já acreditam. Odeiam ser contraditadas com elementos que lhes sugerem novas avenidas, novas hipóteses. Isto porque, intrinsecamente, o ser humano é conservador. Tem receio da aventura ideológica e de explorar conceitos que vão radicalmente contra a nossa maneira de ver o mundo, seja ela de acordo com um ideário político ou religioso. Noto, nesta perspectiva, que há uma certa reacção das pessoas quando lhe apresentam coisas diferentes."

Este é talvez o factor que mais contribui para a definição das diferentes linhas editoriais dos diversos OCS. É que, quer o assumam, quer não, todos eles partem de uma determinada visão, de uma determinada construção do que é que o seu público-alvo pensa, ou se interessa. Temos, por isso, OCS mais "alinhados" ou mais "alternativos". Não existe uma postura "neutral" nem "objectiva" no sentido puro. Existe, certamente, seriedade no cumprimento de uma determinada agenda jornalística que, com base no conceito que se tem à priori do leitor (ou ouvinte, ou espectador), selecciona o que interessa e o que não interessa.

O problema é a reciprocidade do sistema. É que se o público influencia aquilo que os média publicam, os média também influenciam, por sua vez, público que os lê, ouve ou vê. E corremos o risco de se criar uma espiral, um círculo vicioso de conservadorismo que vai estreitando os limites da realidade "que interessa", excluindo o resto. Roubando aos média o seu papel de agentes da mudança e progresso sociais.

Sobre os jornalistas:

"Sou da geração em que era raro um jornalista com formação superior em Portugal, era raro um jornalista com formação em Jornalismo. Tínhamos muita gente de letras, bons médicos. Mas não formados em Jornalismo. Portanto, melhoramos nesse aspecto. Contudo,as circunstâncias laborais degradaram-se muito. Hoje, o Jornalismo é uma tarefa precária, na maior parte dos casos. E isso não abona em favor da qualidade. (...)
Vai haver um problema na classe muito grande: desemprego. Já começamos a notar isso. Há muita gente com contratos cada vez mais precários. Há muita gente a viver de biscates e isso é muito mau. Porque se começa a procurar produtos cada vez mais exóticos, a tentar vender coisas cada vez mais esquisitas. E isso não pressagia nada de bom. A curto prazo, vejo isto. A longo prazo, acredito que a tecnologia nos consiga redimire tornar os custos mais baratos.
"

Esta é uma realidade bem conhecida de toda a gente. Perante esta situação que condições damos aos jornalistas para que possam ser independentes? Quando a continuação do emprego depende do arbítrio do director ou da administração, que espaço estamos a dar aos fenómenos de censura e, pior ainda, de auto-censura? Nestas condições abrimos todas as portas para que o jornalista passe de intérprete independente da realidade para mera correia de transmissão de quem o pode despedir no fim do mês.

Sobre a verdade nos média:
"Acho que nenhum consumidor de informação consciente se informa num só órgão de comunicação social. É impossível. A busca tem que ser por várias fontes. E tem que ser uma busca pró-activa."

E esta, sim a questão de fundo. Verdade nos média? Nem pensar! Há verdades. Construções parcelares da realidade que ganham validade quando em confronto com outras visões. Exige-se, assim, também uma nova proactividade do consumidor. Tem de procurar em vários média, tem de escolher, acabando por ser forçado a construir a sua própria visão crítica dos acontecimentos. Este é um fenómeno importantíssimo e potencialmente revolucionário no nosso entendimento da informação e mesmo do conhecimento.

O valor da auctoritas na informação é sistematicamente questionado e a proliferação das fontes garantem a impossibilidade do seu controlo político ou ideológico. O consumidor de informação perde as suas referências seguras e vê-se forçado a construir as suas próprias noções.

Tal só pode corresponder a um importantíssimo progresso. Uma sociedade de informação que, embora mais dispersa, fragmentada, mesmo, procede muito mais de uma construção colectiva do que de ditames políticos ou ideológicos. Numa palavra: mais liberdade.
Boas notícias.

tardia, mas justiça


A justiça muitas vezes tarda, mas nunca prescreve nem deixa de fazer sentido.

Victor Jara, foi assassinado a 16 Setembro de 1973, durante o golpe de Pinochet, depois de ter sido torturado durante dias e de lhe terem sido cortadas ambas as mãos. Foi morto com 44 (sim, quarenta e quatro) tiros de metralhadora.

É positivo que o Chile moderno que encontre a capacidade de enfrentar a sua própria história e, embora o principal responsável tenha já morrido sem enfrentar a condenação dos tribunais, é importante que o futuro do Chile não se construa sobre silêncios, impunidades e sobre os cadáveres ocultos das vítimas da ditadura militar.

Também em Espanha se tem falado da possível exumação de Frederico Garcia Lorca e da investigação do seu assassinato às mãos dos franquistas. Um passo que está por dar.

Só pela justiça poderão os povos do mundo encontrar o direito de viver em paz.


a coisa Berlusconi

Saramago não poupa nas palavras ao referir-se a Berlusconi no seu artigo no El Pais. Mas é difícil não concordar com ele.

Será este tipo de monstro manipulador, retrógado e medíocre o arquétipo do estadista europeu do século XXI? Às vezes parece (mas apenas parece) que a história anda para trás!

sábado, 6 de junho de 2009

a divisão do emprego na Europa



Já conhece o fabuloso Spam Cartoon?

quando a grandeza do homem faz o mundo pequeno

o dia que mudou a guerra


Há 65 anos atrás, dava-se o desembarque das forças aliadas na Normandia.

A criação desta segunda frente, juntamente com o imparável avanço do Exército Vermelho a Leste, colocaram o III Reich entre as pinças da tenaz que havia de decretar a derrota final do monstro nazi.

Mais de 10.000 soldados ingleses, americanos, australianos, canadianos e de outras nacionalidades morreram a desembarcar nas praias de Juno, Omaha, Sword e outras. O seu esforço não foi em vão.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

as duas caras de Luís Paulo Alves

A edição de 6ª feira do Açoriano Oriental (apenas a impressa, não a online note-se), veio acompanhada de um panfleto de apelo ao voto no PS.

Isto, apesar de a lei eleitoral dizer muito claramente que "A partir da publicação do decreto que marque a data das eleições é proibida a propaganda política feita, directa ou indirectamente, através dos meios de publicidade comercial."
Artigo 72º da Lei Eleitoral

Enquanto, na 5ª feira à noite, no debate da RTP Açores, Luís Paulo Alves nos brindava com a sua pose de democrata, respeitador das regras do jogo, as impressoras já rodavam, preparando a última golpaça socialista: Editar um folheto ilegal, com a conivência ou compadrio da direcção do AO, no último dia de campanha, para que nunca chegasse a ser denunciada ao povo açoriano. De facto, apesar da queixa do PCP Açores à Comissão Nacional de Eleições, o assunto muito dificilmente chegará aos média.

Nesta fotografia, o Açoriano Oriental fica também muito mal. Que credibilidade resta a um órgão de comunicação social que alinha em manobras de propaganda ilegal do partido do governo? Prova-se que muitas vezes não são apenas os órgãos de comunicação social públicos que são instrumentalizados. E a pergunta, mesmo provocadora, é irresistível: qual é o peso da publicidade governamental nas receitas do AO? E os seus profissionais calam-se?

Esta é uma atitude que o PS já tinha tido nas últimas eleições regionais, através da colocação de banners em sites de jornais (incluindo o AO). Mostra também as duas caras do candidato do PS Açores e reafirma o que muita gente já percebeu: Actualmente, o principal inimigo da democracia, em Portugal e nos Açores é o Partido Socialista.

VER-GO-NHO-SO!

relações laborais liberalizadas



Não é piada. É mesmo assim que as coisas se passam.

festas e bolos…amargos


As Festas do Divino animam o corpo e a alma. Ei-las em força por essas ilhas a atirar com as amarguras para trás. Mas, nos tempos que correm, assim que uma se atira, logo outra nos aparece pela frente. Lá vem mais uma notícia para escangalhar: no primeiro trimestre de 2009, segundo o INE, 55,3% dos trabalhadores por conta de outrem nos Açores receberam menos de 600 euros líquidos por mês. No país esta percentagem (ainda muito grande, diga-se) reduziu-se para 40,6%! Não me venham então dizer que a crise é igual para todos…basta ir até Espanha, onde o salário mínimo é de 666 euros, para verificarmos o quanto estamos convergindo (?) com os continentais ou com nuestros hermanos.

E, curioso, são estes bombos que, mesmo debaixo de uma tal condição, vão alimentando, além das suas, outras festas maiores (e alheias) para erguer monstros urbanos que cercam a sua cidade e lhes tiram o mar, num conluio de poderes que já alguém classificou como o maior hiato da democracia: a urbanização. Tudo de acordo com a lei, está bem de ver. Pois nem tanto nem tão pouco, com a chancela do senhor Secretário Regional da Economia, importou em mais 15 000 salários dos tais que referimos - 8,99 milhões de euros, a quantia atribuída pelo Governo Regional, em 18 do mês que passou, à Sociedade responsável pela arrojada construção daquela maravilha da arquitectura e do urbanismo que dá pelo nome de Casino, erguida lenta mas persistentemente sobre os escombros da velha Calheta de Pêro de Teive. Será provavelmente esta a Europa que querem construir nos Açores, mas o certo é que alguém já começou a jogar (e a perder), mesmo antes da inauguração oficial duma tal instituição (decretada) de utilidade pública…

E dos bombos, passamos a uma qualidade nova do paladar dos açorianos que vai ser testada nesta semana de festas, amarguras e eleições, a saber: Como devorar com prazer bolos confeccionados sem açúcar com “farinha do mesmo saco”? Parece uma ideia peregrina, de difícil aceitação, mas, na nossa imprensa, há quem assim não pense e, com toda a descontracção de quem sabe o que está dizendo, a descreva da seguinte forma: “…O argumento de que o cabeça de lista do PS às europeias não é propriamente um autonomista, é verdadeiro. Porém, neste particular, nada o distingue de Paulo Rangel…são ambos farinha do mesmo saco. Resta aos açorianos votarem em função dos candidatos regionais…”(sic).

“Resta”, senhor Nuno Tomé? A escolha fica por aí? Se os açorianos votarem nos candidatos regionais, o amargo desaparece? Deixam de votar nos cabecilhas top-centralistas Vital e Rangel? Lá porque possam ser bons os ovos ou a manteiga, não há outro remédio senão comer o bolo, mesmo amargo, do centralismo em cada fatia? Não há mais forças políticas autorizadas a concorrer, votos nulos, em branco, ou gente que quer passar longe de tal iguaria?

Das duas uma, ou a vista alcança pouco, ou a Democracia é uma batata. Julgo que não estarei, também eu, iluminado por ideias peregrinas se afirmar que, na semana do Espírito Santo, a dieta de emagrecimento da Autonomia Regional só é seguida por quem quer…Ou estarei?

Mário Abrantes

a sondagem da verdade

A questão das sondagens de há muito ensombra o sistema político português.

Com critérios opacos, fazem-se distribuições desconhecidas, procurando apresentar resultados concretos, decisivos e de leitura simples, de forma a influenciar as votações.

E, se recordarmos, as diferenças enormes que SEMPRE se verificam entre os resultados das sondagens e os verdadeiros resultados eleitorais, apercebemo-nos que estas nada têm de científico ou fiável.

A pergunta impõe-se automaticamente: a quem pertencem e para quem trabalham as empresas de sondagens? Para o bem da democracia não trabalham de certeza!

Retenho uma frase do brilhantíssimo post de Vítor Dias no seu Tempo das Cerejas sobre este assunto:

segunda-feira, 1 de junho de 2009

o mundo novo é inevitável

As poderosas palavras de Valete

incómoda, incorrecta, acertada

A simpatia pessoal que temos ou não pela jornalista ou pelo seu estilo é completamente irrelevante. Manuela Moura Guedes diz coisas muito acertadas na sua entrevista ao Ionline:

"Este governo lida mal com a liberdade de informação. Mas a culpa é dos jornalistas. Se o governo estivesse habituado a uma comunicação social mais contundente, directa e que o confrontasse mais, ou seja, se a comunicação social fosse aquilo que devia ser, talvez o governo não apontasse o dedo a quem se limita a fazer jornalismo. Nós não fazemos mais nada além disso: fazemos investigação, mostramos casos que devem ser mostrados à opinião pública, fazemos aquilo que é normal fazer em qualquer país."

"Não fazemos as peças para criar incómodos ao poder. Enfim, os jornalistas têm de ser contrapoder. Faz parte! Temos de estar sempre lá, cuscar, roer as canelas, porque isso faz parte do jornalismo. Quanto mais responsabilidade tem um político, mais nós temos de estar atentos. Quem não pensa assim, está mal no jornalismo. Não é o "bota abaixo". É o alertar, pedir contas, desmontar a mensagem política. Eles [governantes] vão para lá e já sabem que isto tem de acontecer. Nós não podemos ser um eco, temos de ser o descodificador. Quem faz o contrário está errado e os políticos que não o entendam também."

uma espécie de candidato socialista

Vital Moreira acusa PSD de ser uma espécie de PCP da direita

Podendo parecer que Vital Moreira está na prática a elogiar o PSD, na realidade trata-se apenas, mais uma vez, do estafadíssima discurso de acusar a oposição de querer o "quanto pior, melhor" porque, na sua óptica, os governos, especialmente os do Partido Socialista que lhe arranjarem um tacho em Bruxelas, não devem ser criticados.

Vital acusa também os outros partidos de serem anti-europeístas (como o PS faz há anos, aliás. Bocejo...). Não percebe que o que é mesmo necessário é provar aos portugueses as vantagens e potenciais do projecto europeu, mostrando-lhes que o projecto europeu pode contribuir para o desenvolvimento do país, se seguir outros rumos. Mostrar-lhes qye outra Europa é possível. Não basta dizer que somos europeístas porque sim.

Disparando em todas as direcções, continuando a insultar os adversários, Vital não apresentou uma única - uma que fosse! - ideia nova, enquanto se passeava ao lado da candidata fantasma portuense, erguendo o dedo professoral para ilustração do país.

domingo, 31 de maio de 2009

igualdade, claro


Sendo um problema demasiado importante para que seja usada em jogos de política partidária, não posso esquecer que se não fosse o PS a questão já poderia estar resolvida.

Importa que o seja, de vez, lá como for. A qualidade da nossa democracia mede-se, em muito boa medida, pela capacidade de criar igualdade entre os seus cidadãos.

E você? Já subscreveu?

quantos mais serão precisos?

Ontem foram mais 70.000.

Quantos mais serão precisos para fazer entender a este Governo que não se pode reformar a Escola Pública sem os professores?

sábado, 30 de maio de 2009

diferenças

Ilda Figueiredo abdica de duplicação de salário de eurodeputado e desafia outros candidatos a optar

Então? Alguém mais está disposto a ter a mesma atitude? Ou preferem que se imponha um imposto europeu para financiar os salários (base) de 8.000 Euros?

sexta-feira, 29 de maio de 2009

berluscada


A Editorial Einaudi, de Sílvio Berlusconi resolveu censurar o novo livro de Saramago "O Caderno", que reune diversos textos publicados no seu blogue.

Berlusconi não terá gostado das críticas que Saramago aí lhe dirige e proibiu a publicação, reagindo com a tolerância habitual dos medíocres tiranetes deste mundo.

Atitudes que nós portugueses conhecemos bem. Lembram-se das actuações de Sousa Lara e Santana Lopes durante o Governo de Cavaco Silva?

Berlusconi mostra a mesma parca inteligência de todos os ditadores: quando for publicado por outra editora "O Caderno" vai ser um sucesso de vendas!

Paz


Pese embora, por vezes, a política a mais, nas operações internacionais, o corpo de capacetes azuis, civis, policiais e militares, ainda representa a única esperança para muitas vítimas de conflitos em todos os continentes.

Desenvolvem não só programas de monitorização de cessar-fogos, actos eleitorais, operações de acantonamento e desarmamento, como também programas de desenvolvimento local, ajuda humanitária, formação, criação de infraestruturas, etc.

No ano de 2008, 132 homens e mulheres deram a sua vida
por este objectivo. Não temos o direito de os esquecer.

A arrogância das superpotências tem demasiadas vezes, ignorado, obliterado ou posto de parte a ONU, optando, como por exemplo no Iraque ou no Afeganistão, pela intervenção unilateral. Deixam, assim, por resolver problemas como a Somália, o Darfur, ou mesmo o esquecido Sahara Ocidental.

Mas, como a experiência destes últimos 50 anos prova à saciedade, só no âmbito de uma instância internacional como a ONU, através do diálogo e no respeito pelas regras do direito internacional é que é possível construir a paz entre as nações do mundo. Um obrigado aos homens e mulheres que andam por aí a construí-la.