domingo, 19 de julho de 2009

mastigar o falhanço

Governo vai reavaliar operação marítima

Depois de meses a insistir teimosamente que tudo estava bem nos transportes marítimos, eis que agora o Governo anuncia que vai reavaliar os transportes marítimos e que fará um "estudo" sobre esta questão. Trata-se, com todas as letras, da assumpção pública do falhanço e desorientação das políticas seguidas até aqui.

Os "estudos", de preferência de "especialistas" são, no nosso país a milagrosa panaceia para todos os males. Ainda mais quando se pretende adiar um problema. Com o grandioso estudo em marcha, fica o Governo descansado, sem ter de se confrontar com questões incómodas no período pré-eleitoral.

Naturalmente que não coloco objecções a que exista um conhecimento melhor da realidade e uma ideia mais fundamentada das soluções. Mas a questão essencial não está aí. Está sim, nas opções políticas tomadas pelos governos do PS em relação aos transportes marítimos. Opções essas, que o Governo não parece querer reconhecer como erradas e alterar. Assim, não há estudo que nos valha!

houve quem avisasse...


A acontecer, será uma decisão esperada perante a qual ninguém deve ficar surpreendido. Mas que teria sido evitável e que se lamenta.

A questão da audição obrigatória pelo Presidente da República não é nem nunca foi uma questão substantiva ou com qualquer relevância para o comum dos açorianos. Apenas a linha de confrontação do PS com o PR fez com que se insistisse nesta questão que, mesmo para um leigo, é claramente anticonstitucional.

E é lamentável, pois o Estatuto no seu conjunto é um documento equilibrado, avançado e que pode ser uma ferramenta importante no desenvolvimento das nossas ilhas. O largo consenso em torno dele, a sua importância e o seu valor fazem com que mereça um percurso institucional mais tranquilo. Esta decisão do TC vai criar uma turbulência e "ruído" indesejável, de que a demagogia pré-eleitoral socialista não deixará de se aproveitar. A Autonomia não devia ser usada para os jogos da pequena política partidária.

terça-feira, 14 de julho de 2009

a tricolor, farol do mundo


Liberdade - Igualdade - Fraternidade

É perfeitamente possível!


Depois se explica - a trabalhadora era delegada sindical duma empresa têxtil do norte do país; fora despedida, porque a empresa não estava habituada e não queria ter delegados sindicais a complicar a vida; o tribunal de trabalho obrigou a empresa a reintegrar a trabalhadora/delegada sindical; a empresa retaliou de várias formas, mas a mais original foi a do título - pagar a totalidade do seu salário em moedas, em vez da normal transferência bancária (dando a desculpa de que a empregada tinha conta noutra agência que não era a mesma da empresa, o que dá um total de 333 moedas de 1€ e 1 de 0,5€.

O que espantou e motivou a notícia não foi o despedimento, pelo facto da trabalhadora e as suas colegas terem exercido um direito constitucional - o direito à associação em sindicatos. Isso é normal.

O que espantou e motivou a notícia foi o invulgar pagamento (e de certa forma, para quem está de fora, cómico).

O que espantou não foi saberem bem que aquela empresa paga - e vive bem com esse facto - 333,5€ de salário mensal a uma trabalhadora (depois dos devidos e justos descontos). E espera que ela consiga viver dele. E os seus filhos. E pague a sua casa e respectivas contas. E despesas com saúde. E...

E também espera que ela não queira unir-se num sindicato.

O que espantou não foi o desrespeito pela lei, em particular pela Constituição, mas sim que a empresa, para lá de outros tipos de descriminações, abusos e pressões, tenha ainda tempo para se ocupar com a nova forma de gozar com a dignidade da trabalhadora.

Porque, de facto, é perfeitamente possível que ela(s) consiga(m) viver com dignidade e o mínimo de condições com o salário de 333,5€. Até porque, de certeza, os rendimentos que o seu patrão aufere devem ser próximos deste valor.

Há alguns
anos, em notícia de jornal, anunciava-se ao país uma nova causa de prostituição: operárias do distrito de Braga eram obrigadas a fazê-lo para conseguir sobreviver. Recebiam assim dois "salários", dos quais já conseguirão pagar as suas despesas mensais.

Ontem, ao fazer compras, reparei que um dos alimentos mais baratos e mais tradicionais no nosso país - o arroz - ocupava várias prateleiras cheias, excepto um, que já estava quase acabado: o chamado de "marca branca", o bastante mais barato que os restantes.

E, no entanto, é perfeitamente possível que os sucessivos governos que temos não queiram ver que este estado de coisas tem mesmo de mudar!

domingo, 12 de julho de 2009

fissuras por todos os lados

O navio Viking pode afinal já não vir para os Açores este ano, após lhe ter sido descoberta mais uma avaria, uma fissura nos tanques de combustível. A consequência provável é a de os transportes da época alta serem este ano apenas assegurados pelo Express Santorini.

Mais um incidente a somar-se aos da construção do Atlântida e do Anticiclone e às trapalhadas da Transmaçor que comprometem metade da sua frota.

Uma coisa é certa, a actuação do Governo Regional no campo dos transportes marítimos está cheia de fissuras e a meter cada vez mais água. A continuar assim, afundar-se-á em breve, arrastando consigo para o fundo o Secretário Regional da Economia.

o oráculo do voto (in)útil

Em mais um artigo no Jornal Expresso, prontamente seguido, esmiuçado e erguido às alturas da diginidade oracular de guru político de certa esquerda, Manuel Alegre, continua o seu papel de empenhado mistificador.

Depois de algumas palavras amáveis dedicadas a conquistar a simpatia do leitor ideológico, Alegre lança o alerta sobre a negra nuvem do (provável) próximo governo do PSD, que cobrirá o mundo de espessa treva, considera o autor.

O jeito que dá aos socialistas terem um agente desculpabilizador deste calibre, férreo defensor das soluções "do mal o menos", para ir paulatinamente arranjando apoios para Sócrates. Porque não há volta a dar-lhe, nem subterfúgio que lhe valha: no momento em que podia ter feito a ruptura com a actual direcção do PS, Manuel Alegre optou por não o fazer. Por isso, será agora recompensado com um lugar de Deputado na próxima legislatura.

Naturalmente que não consegue perceber que a derrota do PS nas legislativas será útil para a recomposição da direcção socialista, encerrando a carreira política de José Sócrates e permitindo uma efectiva mudança nas políticas socialistas. Isso, sim, será uma vitória da esquerda. Mas daquela que não se vende nem se conforma, nem se deixa levar por sinistros oráculos, nem pelos seus apelos ao voto útil.

sábado, 11 de julho de 2009

cristianoronaldização da vida portuguesa



José B. R.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

as 2 gripes

Da honrosa passagem pelos Açores, em busca de raízes de 3ª geração, ficou-nos apenas isso: a honra do Nobel de Medicina ter sido recebido, conjuntamente por um governante que durante todos os seus mandatos sempre se fez acompanhar pela gripe comum, Carlos César, e por um ex-governante, Mota Amaral, desta feita herdeiro da antiga “gripe espanhola”, agora reaparecida numa versão moderada A(H1N1), e a pretender re-alastrar dentro do habitual quadro de convivência estabelecida e tolerante, que sempre soubemos manter com as maleitas da época.

Curioso foi apercebermo-nos, mesmo estando à partida pouco atentos, da visita propriamente dita de Craig de Mello e das honrarias que a rodearam, mas, paradoxalmente e face ao interesse estimulante provocado pelos ininterruptos alarmes da comunicação social sobre os perigos da A(H1N1), termos ficado por nos aperceber devidamente da opinião desse homem (julgo que qualificada) sobre o carácter desta nova versão da “gripe espanhola”.

Pondo um pouco de água na fervura dos nossos conselheiros mediáticos de circunstância, disse ele, em termos de consequências para os infectados, que a versão A(H1N1) tem grandes semelhanças sintomáticas e de tratamento com a gripe comum, sendo tão mortífera quanto esta! Nem mais nem menos…Ah! Um pormenor: enquanto isso, a Ministra da Saúde anunciava que já tinha encomendado vacinas contra a A(H1N1) para 30 % da população portuguesa. Está percebido porque já ninguém conseguiu ouvir a sensaborona opinião de Craig de Mello…

E eis pois a inevitável extensão do problema, também a Ponta Delgada. Por um lado uma estirpe reaparecida e aparentemente imparável que se propõe re-infectar em Outubro o Concelho, mas que, por pretender alastrar de seguida para toda a Região, já se sabe, amputará por sua própria iniciativa uma parte do mandato pelo qual, entretanto, se responsabilizou perante os seus eleitores. E, por outro, um paciente comum cujo advogado, caracterizando-o em tribunal, invocou como argumento o facto desse seu paciente ter sofrido danos irreparáveis, com mazelas físicas e psicológicas, e chegado ao seu fim político, por causa de uma noticia publicada num jornal. Duas maleitas que, ora uma ora outra, por mais que se pretenda diferenciá-las entre si, nos estão consumindo com os mesmos sintomas e os mesmos tratamentos há várias décadas, nas várias versões com que se nos apresentam.

E por isso, além da desmesurada percentagem de população inactiva, temos mais de metade da população activa com a doença da escolaridade até ao sexto ano; temos hospitais empresariais nados-mortos com prejuízos de 83 milhões; novos barcos e novas estações de tratamento, deficientes; próteses de betão e loteamentos desfigurados a invadirem o esqueleto urbano; faixas de alcatrão a mumificarem toda uma ilha.

Não é fácil erradicar as gripes, mas é possível combatê-las e diminuir-lhes os efeitos, com preserverança e sem alarmismos, sobretudo quando já as conhecemos…ou à medida que as vamos conhecendo. Mas, salvo raras excepções devidamente sustentadas, nunca o tratamento de uma se fará pela disseminação da outra.

E se a A(H1 N1) aparece hoje a pretender sobrepor-se à gripe comum, e amanhã vice-versa, ouçamos a sensaborona, mas oportuna e abalizada, opinião de Craig de Mello e tratemos as duas como maleitas que possuem entre si mais semelhanças que diferenças, sendo importante sobretudo reduzir-lhes a incidência, quer se trate de uma ou da outra…

Mário Abrantes

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Honduras


Os factos que sucedem nas Honduras são sobejamente conhecidos e não pretendo discuti-los. Apenas assinalar que o dia de ontem nos mostrou duas coisas: O poder imparável de um povo que se põe em marcha e a verdadeira face violenta e cobarde dos ditadores e golpistas, mesmo quando invocam a defesa da normalidade institucional.

Perante imagens como esta, de uma criança de 10 anos morta por soldados com um tiro na cabeça não há mais espaço para discutir. Toda a argumentação jurídica cai por terra como um oco cenário de papel. Perante isto, a neutralidade é impossível.

Por isso, a minha solidariedade com o Povo Hondurenho.

domingo, 5 de julho de 2009

americanos



Ainda a propósito do 4 de Julho, partilho mais um brilhante documentário da Aljazeera sobre os muçulmanos nos EUA.

Rageh Omaar vai muito para lá dos previsíveis sintomas de discriminação e intolerância e descobre gentes e lugares para quem as cores do Islão são também o branco, azul e vermelho. Porque no sonho americano cabem (deviam caber) todos.

A não perder os restantes episódios.

sábado, 4 de julho de 2009

no centralizar é que está o ganho

Este investimento é o mais recente exemplo da política, que só posso considerar como centralista, e que visa concentrar em São Miguel, investimentos, infra-estruturas e potencialidades, em detrimento da visão estratégica de arquipélago. É porque afinal os Açores são nove ilhas. Não são uma ilha grande com mais oito bocados de rocha, habitados por uns poucos nativos casmurros, à volta!

E este centralismo mostra-se quando analisamos a escassez de argumentos para justificar a prioridade do investimento no aeroporto João Paulo II. Torna-se brutalmente claro quando associamos esta notícia à recente decisão da SATA de concentrar aí sua frota, decisão que já mostrou ter custos e consequências operacionais muito sérias. O caso revela-se, então, verdadeiramente sinistro quando vemos que o consórcio ganhador da obra envolve a Mota-Engil, poleiro dourado de Jorge Coelho e de outros ex-dirigentes socialistas.

Mas essencialmente triste é a incapacidade que os gestores que tomam estas decisões demonstram em perceber o enorme potencial que os Açores poderiam ter se dispusessem, também nas outras ilhas, de infra-estruturas aeroportuárias modernas e competitivas. Até porque o turismo açoriano não tem apenas São Miguel para oferecer.

Há quem não pense assim. O centralismo tem muitas formas.

a cidade da Horta em duas rodas

Foi há poucos dias inaugurado na cidade da Horta o quiosque Horta Bike, que disponibiliza a utilização gratuita de bicicletas no centro da cidade. Resultando de uma parceria entre a CMH e o Turismo dos açores, não posso deixar de dar um merecido aplauso ao principal impulsionador do projecto, o vereador do ambiente, José Decq Mota.

A Horta torna-se assim na primeira cidade dos Açores a dispor de um serviço deste género. Para além dos naturais impactos positivos sobre o turismo, também contribuirá decisivamente para a redução do número de automóveis, permitindo o usufruto saudável do centro urbano.

Uma boa ideia que devia ser utilizada em mais municípios!

assinalando o 4 de Julho



E, para os que permanentemente me acusam de anti-americanismo, uma referência à que foi a primeira grande revolução democrática ocidental, percursora da revolução francesa.

em defesa do ministro

Narciso passava o tempo, segundo a Mitologia, adorando a sua imagem reflectida nas águas serenas de um lago.

O Ministro passou o tempo adorando a sua imagem na serenidade pardacenta e inócua de um Parlamento tornado inócuo e pardacento pela arrogância de uma maioria absoluta. E acabou por se rever nessa inocuidade pardacenta. E tornou pública a imagem devolvida.

Poderia ter composto a imagem com os dedos para baixo (acabando, em termos tauromáquicos) ou com os dedos a direito, como um belo exemplar da Lezíria Ribatejana.


Mas, não! Se estas duas situações vão buscar a sua origem genética, nomeadamente, à raça Miura, o ministro, “PATRIOTICAMENTE”, ergueu os dedos evocando (não há erro, não senhor, não é “invocando”), evocando, dizia eu, a geneticidade charoleza e/ou barrosã erguendo bem para cima as defesas típicas dessas raças (com maior ou menor comprimento é indiferente).

E, tal como um qualquer Miura, com casta, nobreza e bravura, ofereceu-se à “estocada final” da demissão.


O “matador” ainda esperou que o “público” acenasse com lenços e gritasse “INDULTO”, tal como na Monumental de Madrid, na 1 corrida de “EI Cordobés” nos anos 50/60, após uma “faena” magistral frente a um bravíssimo Miura. Mas o público ficou silencioso... e o resultado foi o que se sabe.

PARA DEFESA DO MINISTRO, resta o acto patriótico de querer impersonar algo verdadeiramente Nacional e não se ter rendido a outra casta ibérica.Em termos tauromáquicos: “Vaya por ti Ministro” e a minha “montera” ficou de boca para baixo no centro da arena!


José B. R.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

esta é a ditosa Pátria minha amada

Maria João Pires renuncia à nacionalidade portuguesa

E assim vai morrendo Portugal, às mãos merceeiras dos gestores modernaços que não conseguem perceber o valor reprodutivo do investimento na cultura.

Que o Brasil saiba acolher o seu talento melhor do que por cá!

(dica do Pisca de Gente)

ainda a imagem

Fui um dos muitos bloggers a utilizar esta imagem sem dar o devido crédito ao seu autor.

Penitencio-me agora, dando o merecido aplauso a Nuno Ferreira Santos que, como bem lembrou o brilhante Arte Photographica, conseguiu captar a essência de um dos momentos mais marcantes desta legislatura, o que lhe valeu ver a sua foto reproduzida no El Pais e no El Mundo. Infelizmente para nossa maior vergonha, mas em justo reconhecimento do seu "sentido do momento".

E é uma fotografia que coloca questões interessantes sobre o próprio fotojornalismo. Se não tivesse sido captada e reproduzida publicamente, será que o Ministro se teria demitido à mesma?

Só o facto de esta questão se colocar revela bem todo o poder desta imagem .

preparar a derrota

Em mais um artigo de opinião no Açoriano Oriental, Cláudia Cardoso começa a demonstrar a estratégia que o PS adoptará após a sua (inevitável?) derrota nas próximas legislativas.

E a estratégia é simples: culpar José Sócrates.

O problema, diz a deputada socialista, "é do seu estilo", que reputa de "arrogante" e dizendo que o seu acto de contrição, em entrevista à SIC foi "rídiculo", "artificial" e "tardio". Tal como no caso de Vital Moreira nas europeias, o PS já tem um bode expiatório para a sua próxima derrota eleitoral. Mais claro que isto não se pode ser.

Para CC o problema está na "forma", no "embrulho" e não no conteúdo das políticas. Há, portanto, um mero "problema de comunicação" com o povo português que, coitadinho, é acomodado, comodista e pouco inteligente.

Neste artigo, demonstra-se toda a confusão da derrota anunciada, toda a incapacidade de perceber o que é que falhou. E o que falhou não foi a comunicação. Não se trata de uma questão de forma. O problema está mesmo no conteúdo das políticas. O problema está na maneira como os partidos socialistas se distanciaram das suas raizes ideológicas históricas, seduzidos pelo canto de sereia do liberalismo triunfante. Agora que o liberalismo está de joelhos, perderam tudo: a história, a identidade, a visão do futuro e a capacidade de perceber o que é que correu mal.

Influenza, o velho inimigo

Como se previa, a gripe A chegou finalmente a Portugal e também aos Açores. O que talvez não se previsse era que o seu alastramento fosse tão rápido. Passámos de zero para mais de 20 casos em poucos dias.

Confesso que estou alarmado. O Influenza e particularmente esta sua estirpe H1N1, é um dos nossos mais antigos e mortíferos inimigos. Há menos de 100 anos atrás, este mesmo vírus infectou um terço da população do planeta e matou cerca 100 milhões de pessoas, ficando conhecido como "gripe espanhola". A diferença particular em relação a outros tipos de gripe é o facto de se revelar mortal em camadas etárias intermédias, jovens adultos e outros indivíduos saudáveis. Hoje em dia viajamos muito mais do que em 1918 e o contágio é virtualmente imparável, especialmente em países e destinos de férias como são Portugal e os Açores.

Embora não tenham uma eficácia a 100% alguns anti-virais como o Tamiflu têm-se revelado adequados. Importava evitar pânicos e corridas às farmácias, mas também tomar medidas acertivas e rápidas. Porque é que estes medicamentos ainda não estão a ser distribuídos gratuitamente aos grupos etários mais vulneráveis, como são as crianças e os idosos?