
André Bradford continua a ser mesmo o melhor amigo da oposição...

Sempre me ensinaram que, para resolver um problema, é meio caminho andado ser capaz de enunciá-lo primeiro.
O estranho editorial de Pedro Lagarto no AO de hoje refere-se às infelizes declarações do Presidente do Governo Regional, em que este afirma que há uma "hipersensibilidade" em relação ao transporte marítimo causada por órgãos de comunicação social "afectos" à oposição.
João Ferreira, deputado do PCP ao Parlamento Europeu encontrou-se ontem, dia 23 de Agosto, com o Presidente da República das Honduras, Manuel Zelaya, nas instalações da Embaixada das Honduras em Manágua (Nicarágua). No encontro com o Presidente das Honduras, João Ferreira reiterou a solidariedade dos comunistas portugueses para com o povo hondurenho e o seu legítimo governo na luta pela restituição da legalidade constitucional e pelo fim do golpe de estado neste país. 
Rolando Lalanda Gonçalves escreve hoje no Açoriano Oriental (sem link directo) sobre a "dinâmica autonómica".
Desemprego afecta 8500 açorianos
Nunca segui muito estes prémios dos blogues. Sempre achei mais interessante a declaração individual e descomprometida de gosto pela escrita de outrém do que a procura de critérios que podem ser eventualmente uniformizadores ou hierárquicos nas nossas preferências bolgosféricas.
Da apresentação do Programa Eleitoral da CDU às eleições legislativas, realizada ontem ressaltam alguns aspectos importantes.
Além do seu saudável índice de produtividade e do importante peso directo no produto regional (cerca de 12%), a lavoura é bem mais importante do que isso, gerando a montante e a jusante uma dinâmica económica e social específica nos Açores, da qual depende total ou parcialmente quase 50% da população. Proporciona ainda aos açorianos uma menor dependência alimentar do exterior, um menos mau e específico equilíbrio paisagístico e ambiental (potenciadores do turismo), e um equilíbrio invejável do seu viver entre o espaço rural e o aglomerado urbano, esbatendo a tendência para o abandono puro e simples das terras (isto é, do território) provocado pela migração massiva para as urbes.
Ainda remastigando uma grande Semana do Mar, ficou-me a imagem do que foi incontestavelmente o melhor concerto. Os Clã a demonstrarem toda a sua genialidade, lançando fogo à avenida. Dos vários momentos da sua actuação, um ponto alto, a forma como o público, maioritariamente jovem, aderiu e participou entusiasticamente na longa improvisação sobre o tema "dançar na corda bamba".Palmas para os Clã e para esta geração de dançarinos na corda bamba que, apesar de tudo, não desiste de saltar.
A recente decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social veio causar bastante polémica. A meu ver, estranhamente.
Quando, em tempos e durante alguns anos, a convite do jornal, escrevi semanalmente para o Açoriano Oriental, admirei-me pelo facto de essa minha colaboração (a título gracioso, tal como esta) ter sido interrompida abruptamente e sem aviso prévio, tendo o último artigo ficado sem mais nem ontem na gaveta da redacção. Até hoje tive uma explicação, para além de um seco:”Terminou a sua colaboração!”, após (e só após) eu ter tomado a iniciativa de indagar as razões da interrupção. Pensei então tratar-se de uma atitude, prenhe de falta de ética, espírito democrático e boa educação, mas conjuntural e fora do contexto, vindo da parte de quem vinha, isto é, de um importante e responsável órgão da imprensa regional como era o Açoriano Oriental.