Desejo a todos um dia verde!
sábado, 26 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
software livre

A Associação de Empresas de de Software Open Source Portuguesas (ESOP) atribuiu ao Grupo Parlamentar do PCP o Prémio “Abertura ESOP 2009”, um prémio destinado a distinguir indivíduos ou organizações que tenham contribuído para a disseminação do Open Source.
Quer queiram quer não as milionárias multinacionais do software proprietário, o Open Source é o futuro. E não apenas porque se trata de software gratuito, mas porque quando temos milhões de utilizadores / programadores a trocarem livremente conhecimentos, ideias e experiências a evolução tecnológica é necessáriamente mais rápida. Este facto, já é visível, aliás, desde há alguns anos, por exemplo em relação à plataforma Windows, onde as actualizações têm vindo a copiar o que já existia nos programas de Open Source (por exemplo os separadores no Internet Explorer, ou a possibilidade de navegar com gestos do rato).
Mas, politicamente, o Open Source recoloca a questão fundamental: conceitos, ideias, fórmulas e conhecimentos científicos (não falamos naturalmente de arte, música ou literatura) não são nem podem ser propriedade privada de ninguém. Pertencem ao conjunto da espécie humana e devem ser disseminados e partilhados por todos. Porque é assim que avança o progresso científico, porque é assim que evoluimos enquanto civilização.
(Desculpas devidas aos leitores. Nestes dias agitados de campanhas, a Política faz-se mais na rua que na web. Mas voltaremos)
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
coup d'État
Já está divulgado o e-mail dos jornalistas que parecem provar que o Governo andava a espiar o Presidente da República.As suspeitas agravaram-se na Madeira, onde Sócrates nomeou um dos membros do seu Gabinete para ir recolher informação sobre a visita presidencial, infiltrando-se na sua comitiva.
Perante os factos, o PR teve a pior das actuações possíveis: ir "encomendar" uma notícia ao Público, com um claro objectivo de prejudicar eleitoralmente o PS. Se tinha provas, tinha outras atitudes que poderia ter tomado. Não o fez, lamentavelmente.
Mas nada disto apaga a enorme gravidade do facto de o Governo andar a espiar o órgão máximo da República. Mais do que um desrespeito ao prestígio devido ao PR (gostemos ou não dele. E eu não gosto, como é sabido), estamos perante a violação dos princípios basilares do nosso sistema democrático. Este novo "incidente" coloca-nos a um passo de um golpe de Estado.
A centralização dos serviços de informações e segurança sob controle governamental só poderia resultar nisto: é uma ferramenta demasiado tentadora para não ser usada em proveito político próprio. Estas alterações já vêm do tempo em que o próprio Cavaco Silva era Primeiro-Ministro. Na altura, houve quem alertasse e, como costume, não foi escutado. A criação da sinistra figura do Secretário-Geral do sistema de Informações e Segurança da República Portuguesa, em 2006, foi mais um passo nesta direcção. Como afirmou António Filipe, na altura: "O poder que é conferido ao Secretário-Geral do SIRP, sobre todos os serviços de informações, não tem precedentes na República Portuguesa. Nunca ninguém deteve tanto poder em matéria de informações estratégicas e de segurança."
Recoloca-se assim ainda mais alta a fasquia da importância das eleições de 27 de Setembro: trata-se não só de substituir um mau governo. Trata-se defender a Democracia.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
sic transit bloco de esquerda
De acordo com o Farpas, Agostinho da Silva, candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Pombal, numa entrevista a um jornal local afirmou que os seus políticos de referência são Sá Carneiro e Paulo Portas. Terá confundido os irmãos Portas (um erro que até se percebe)?Para lá do humor da situação e do candidato é, mais uma vez, a marca do grande erro do Bloco que, como já escrevi, insiste em separar a forma do conteúdo, associando a um discurso ferozmente esquerdista, carregado de radicalismo, uma prática política de caciqueira máquina eleitoral, rendida aos encantos de todas as figuras mediáticas que consiga arrebanhar. Lembram-se de Sá Fernandes e das suas referências políticas? Ou da "conquista" da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos?
A coerência não se constrói apenas de palavras. É também feita de escolhas e opções, mesmo que difíceis. Mas são essas escolhas que definem o que é e onde se situa um movimento político, não é o seu score eleitoral.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
lágrimas de crocodilo (actualizado)

PS, PSD e CDS-PP votam a favor da reeleição do homem a quem os Açores devem maravilhas como a perda da gestão dos nossos mares ou o fim das quotas leiteiras.
Apesar das suas lágrimas de crocodilo, Luís Paulo Alves e Maria do Céu Patrão Neves não faltaram com o seu voto para eleger Durão Barroso.
Ao contrário, Ilda Figueiredo e João Ferreira, convictamente, votaram contra. Afinal quem é que defende os interesses dos Açores?
Actualização: Ao ver a brilhante foto da capa do Público de hoje, tive de a inserir neste post. Porque há imagens que informam e, como neste caso, por vezes de maneira especialmente profunda. Os parabéns ao Público, que continua a ser a referência do fotojornalismo em Portugal e ao fotógrafo que não consegui identificar. Que bom que seria que os nossos jornais regionais dessem mais atenção às fotografias que ilustram as suas edições...
Apesar das suas lágrimas de crocodilo, Luís Paulo Alves e Maria do Céu Patrão Neves não faltaram com o seu voto para eleger Durão Barroso.
Ao contrário, Ilda Figueiredo e João Ferreira, convictamente, votaram contra. Afinal quem é que defende os interesses dos Açores?
Actualização: Ao ver a brilhante foto da capa do Público de hoje, tive de a inserir neste post. Porque há imagens que informam e, como neste caso, por vezes de maneira especialmente profunda. Os parabéns ao Público, que continua a ser a referência do fotojornalismo em Portugal e ao fotógrafo que não consegui identificar. Que bom que seria que os nossos jornais regionais dessem mais atenção às fotografias que ilustram as suas edições...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
uma fraude alegre
Como aqui tinha escrito há uns meses atrás, Alegre não passa de um ligeiro sorriso eleitoral no canto da boca de José Sócrates. O tempo e o próprio Alegre vieram dar-me razão.Há aqui uma lição a ser aprendida por alguma esquerda, nomeadamente por sectores do BE, que depositaram em Alegre as suas esperanças sebastianistas do tal líder que havia de unir a esquerda e conduzi-la à vitória.
Penso que a razão do seu erro reside na velha confusão entre forma e contéúdo. Não basta ter um tonitroante discurso esquerdista. É preciso apoiá-lo em medidas, atitudes e coerências, que Alegre nunca teve.
Penso que a lição que essa esquerda tem de aprender é a seguinte: a desejável, necessária e, mesmo, absolutamente essencial convergência de esquerda só poderá ser construída sobre a sólida base de um projecto claro e concreto do que se pretende para o país e nunca sobre as águas pantanosas das vagas reminiscências ideológicas apregoadas por líderes mediáticos.
Apesar de tudo, esta saída de Alegre pela direita baixa, acaba por despoluir e muito o ambiente necessário para a construção de um verdadeiro diálogo à esquerda. O novo quadro parlamentar que emergir das eleições e as opções de cada um dos partidos perante ele serão decisivas para a possibilidade desse diálogo. Mas sempre com seriedade e coerência.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Frases que demonstram a maneira como se encara um cargo público
Ricardo Rodrigues - cabeça de lista do PS Açores
Responder perante um projecto político ou prestar contas aos açorianos do pouco (e mau) trabalho que desenvolveu, não é com ele.
Assim vai a esquerda moderna!
domingo, 13 de setembro de 2009
de mal a pior
Reveladora, desde logo, da forma como um comentador profissional (cujos sucessos literários, na minha opinião, advêm mais dos seus atributos de "socialite" e figura mediática do que propriamente da qualidade da literatura) procura assegurar a sua sobrevivência e manter a sua notoriedade: polémica estéril, algumas enormidades, falta de educação qb e, sobretudo, um precioso e diplomático equilíbrio na distribuição das críticas entre os vários actores políticos. Afinal para um comentador tão cheio de opiniões, um cargozinho governativo nunca está muito longe no horizonte.
Reveladora, depois, no paternalismo proto-fascista em relação à juventude (e eu não sou suspeito de ser fã da JS!) e pela forma como considera que estes não têm que se preocupar com assuntos dos quais supostamente nada percebem, como a lei do divórcio ou das uniões de facto. E vem esta crítica de alguém cujo ganha pão é ter opinião e falar sobre tudo: sobre o que percebe e sobre o que nitidamente não percebe!
Reveladora, ainda, da falta de objectividade de quem tem de produzir polémica para sobreviver e não tem muito tempo para estudar os assuntos. A forma como oblitera o que são os reais problemas da juventude, como o desemprego, o trabalho precário e os custos da educação, por exemplo, mostram bem o seu distanciamento da realidade. Mas, também, a forma como analisou o programa do PSD, não pelo que lá está escrito, mas pelas supostas e adivinhadas intenções da sua líder, não passa de oca especulação política para encher páginas de jornais e bolsos de comentador.
Por fim, uma nota da decepcionante qualidade humana de Miguel Sousa Tavares: a falta de solidariedade que demonstra para com os profissionais da TVI com os quais trabalhou durante tanto tempo, são demonstrativas de uma frieza e egoísmo que é raro encontrar.
Como MST tanto gosta de adjectivar: Inenarrável!
sábado, 12 de setembro de 2009
o fim do regime
"Der krieg ist verloren."
Apenas humor, claro!
Juan Almeida Bosque (1927-2009)
Aos 82 anos, faleceu o Comandante Juan Almeida Bosque, um nome que a maior parte de nós nunca ouviu falar mas que, desde 1952, é uma peça fundamental da Revolução Cubana. Actualmente, era Vice-Presidente do Conselho de Estado de Cuba.Concordemos com ele ou não, tratava-se de um homem determinado que entregou toda a sua vida a lutar por aquilo em que acreditava. E, nas palavras de Brecht: "Esses são os homens imprescindíveis". Coerência. Fidelidade. Generosidade. Exemplos que nos vão faltando.
À medida que Cuba vai assistindo ao natural processo de substituição de gerações, a revolução cubana continua a demonstrar importantes sinais de vitalidade, para desgosto dos que, impotentes para a destruir, optaram pela postura atentista de esperar pelo seu fim, supostamente inevitável. As jovens gerações cubanas apercebem-se dos elevados níveis de desenvolvimento humano, e mesmo bem-estar, nas quais Cuba se distingue nitidamente dos seus vizinhos latino-americanos e, nalguns aspectos, mesmo dos norte-americanos e entendem que esse foi o fruto da revolução que lhes cabe agora defender e aprofundar. O legado de homens como Almeida Bosque.
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