terça-feira, 17 de novembro de 2009

a juventude de Saramago

José Saramago, 87 Anos from Fundação Jose Saramago on Vimeo.



No dia do seu 87º Aniversário, Saramago continua jovem na obra, no espírito e nos seus leitores. Por muito que custe aos Sousa Laras deste mundo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

mar

(foto de Pedro Casquilho)
Todas as manhãs da minha janela vejo o mar. Vejo o mar e sinto, como tantos outros, esse chamamento selvagem, essa água salgada que nos corre nas veias. Vejo o mar, mais do que abismo, mais do que viagem. Vejo o mar-promessa. Vejo o mar donde viémos, mar onde fomos e onde se esconde ainda muito do nosso futuro. Não o Mar Português, mas o Mar-Portugal. País líquido onde infelizmente desleixamos tanto da nossa riqueza. Pátria azul que vendemos, milha a milha, por dez reis de mel coado de benesses europeias. Mar que não conhecemos, não estudamos, não aproveitamos, não protegemos, mas que nunca é esquecido nos discursos de ocasião de tantos dos nosso políticos. Discursos em dias como hoje, Dia Nacional do Mar, em que a auto-satisfação da promessa ou projecto anunciados, tentam apagar a ausência de medidas, de políticas, de visão. Discursos para obliterar as últimas décadas que vivemos, onde a estratégia europeísta destruiu a pesca, desmantelou a construção naval, demoliu a capacidade mercante, virou-nos, estranhamente, de costas para o nosso país azul, deixando-nos de mão estendida na periférica porta da europa longínqua. Todas as manhãs da minha janela vejo o mar e queria ver um mar diferente deste abandono que vejo. Queria ver um mar-recurso, parceiro protegido da nossa riqueza, estrada da nossa ambição, um mar que nos unisse, onde circulassem, acessíveis, os frutos do trabalho da nossa gente. Um mar-tesouro, onde os nossos cientistas, bem apoiados e equipados, estudassem as múltiplas formas da vida donde viémos e onde todos aprendessemos esta nossa dupla natureza sólida-líquida, de termos os pés na terra e o mar nos olhos. Todas as manhãs da minha janela vejo o mar.

é pura autocrítica

O artigo de opinião do Secretário Geral da JSD, Rómulo Ávila, hoje publicado no AO é, como habitual, bem escrito e escorreito, mas revelador do percurso habitual dos jotas dos partidos do centrão.

Porventura contra a intenção do autor, a história que nos conta assenta que nem uma luva não apenas aos que pretende criticar, mas também a muitos membros da sua própria organização.

E é um problema estrutural de PS e PSD: É-lhes absolutamente necessário criticar o adversário, mas a crítica, habitualmente, acaba sempre por denunciar o que eles próprios são: duas faces da mesma moeda, dois modos da mesma política.

sábado, 14 de novembro de 2009

anti-social


O facto de acharem que o seu principal problema é o facto dos trabalhadores que nos Açores recebem o salário mínimo receberem um complemento de 5% (22,5€ actualmente. Que fortuna!) mostra que muitos dos nossos empresários nada aprenderam com esta crise e que continuam como sempre foram: pouco informados, renitentes à mudança e à inovação, eternamente dependentes do subsídio e da obra-pública. Ao que ainda poderíamos somar pouco inteligentes. É que se se reduzir ainda mais o poder de compra dos açorianos, o que é que acham que vai acontecer às empresas? Aliás, a começar pelas pequenas e médias, aquelas que são afinal o suporte das Câmaras do Comércio que os seus dirigentes deveriam defender...

Mas, sobretudo, demonstra a gigantesca insensibilidade e egoísmo anti-social de uma classe protegida que foi sempre habituada à ideia de que sacrifícios são só para os outros. Com capitalistas destes é que de certeza não há caapitalismo que funcione!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

todos amigos

Fumo branco na Câmara de Angra


Como se previa, o fait-divers político na Câmara de Angra depressa ficou resolvido a contento de todos os participantes.

O PSD consegue um lugarzinho nos serviços municipalizados e o CDS outro, na CulturAngra. A salomónica decisão de Andreia Cardoso demonstra bem como estes três partidos, se entendem rapidamente e com facilidade, quando se trata de repartir as benesses do poder. Afinal, o seu único objectivo.

obviamente demita-se


As recentes revelações do jornal Sol, com base nas escutas a Armando Vara, vêm mostrar a face oculta do nosso Primeiro-Ministro. Não apenas as mentiras no Parlamento, mas também os escuros financiamentos da campanha socialista, envolvendo bancos, grupos empresariais e celebridades.

Em qualquer outro país do mundo, o PM já se teria demitido. É que o facto de ter havido legislativas recentemente não lhe devolve as condições políticas que já não tem para o cargo que ocupa. Nem esse cenário obrigaria a novas eleições. Tivesse Sócrates uma gota de dignidade ou coluna vertebral e teria entregue hoje mesmo a demissão. Caso não o faça, a possibilidade de uma moção de censura ao governo impõe-se com toda a justiça.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

e não se pode exterminá-las?

Quebra na produção de queijo dos Açores

Enquanto cai a quantidade do nosso produto de maior especialização e valor acrescentado, aumenta a quantidade de leite embalado e leite em pó (!!!), produtos indiferenciados, para consumo em massa, nos quais pouco importa se a origem é dos Açores, da Polónia ou do Burkina Faso.

Porquê? É a ditadura do comprador e das enormes centrais de compras das grandes superfícies. Seria caso para perguntar, como Karl Valentin, "e não se pode exterminá-las?"

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

muros

Celebração da Europa reunificada. 20 anos sobre a queda do Muro de Berlim. Vá-se lá saber porquê, mas foi uma festa desproporcionada, bem superior e mais internacionalmente emoldurada que aquela outra, já corriqueira (?) e humilde, da celebração do armistício que pôs fim à mais violenta, sangrenta e mortífera guerra suportada pela humanidade (e pela Europa em particular): a 2ª Guerra Mundial...

A festa foi grande e bem publicitada, apesar de comemorar resultados bem mais discutíveis e abstractos, para a Paz e para o futuro da Europa, que os da Grande Guerra. Gente importante mostrou-se aos olhos do Mundo, mas o povo não se lhes juntou nas ruas a comemorar esta outra paz proclamada…

Bem pelo contrário, no mesmo dia do festim da queda dos dominós gigantes em Berlim, uma sondagem (segundo notícia insuspeita de um correspondente da TSF) concluía que os alemães de Leste consideravam a reunificação como um logro, confessando, a esmagadora maioria, que se sentiam bem na antiga Alemanha Democrática e (pasme-se), numa percentagem significativa, até defendiam a reconstrução do muro!

E o correspondente remata sem hesitações: No Leste da Alemanha, grassa hoje o desemprego, os salários são mais baixos e o PIB é apenas 1/3 do registado no lado ocidental do País.

Mas a surpresa maior ainda ficou por vir, tanto para este correspondente português, como para qualquer outro cidadão. Um seu colega, do Jornal o Público, captou da Chanceler alemã, em pleno afã comemorativo dos 20 anos da queda do Muro, um desabafo capaz de fazer gelar o sangue a qualquer maniqueísta, comum a tantos outros que por aí persistem a agitar a maldade do comunismo contra as virtudes do capitalismo: “Nem tudo era preto no branco na antiga RDA”…”Eu era feliz e não tenciono esquecer os 35 anos de vida que ali passei”. Palavras de Ângela Merkel, cuja família se mudou do lado ocidental para a RDA em 1954. Não, não me enganei, caro Leitor. A actual Chanceler alemã não foi mais uma das vítimas do regime que, ambicionando alcançar “o paraíso da liberdade”, saltou desesperada o muro para o lado de cá. Ela mudou para lá, para a boca do lobo, e sentiu-se bem durante 35 anos…

Adquirido que está que o sistema implantado na RDA e noutros países, ditos do socialismo real, apresentava erros estruturais e por isso mesmo fraquejou e sucumbiu às investidas do império ocidental, cheiram-me no entanto a balofas (ideológicas?) estas ganas de sobredimensionar a festa da queda do Muro. Cheira-me a aproveitamento demagógico para ofuscar os erros estruturais de um outro sistema, que alguns até entendem representar o fim da história, mas que se tem revelado padrasto da Paz e da Harmonia entre os Povos e as Nações, padrasto do progresso socialmente justo que merecemos e porfiamos.

Exemplos não faltam e veja-se apenas mais um: Os glorificadores da queda do muro na Europa, como símbolo de reconciliação e reunificação, não hesitaram, entretanto, em promover posteriormente a construção de outros muros tão ou mais insanos e cristalizadores de divisões como aquele. Falo-vos daquele que foi erguido entre Israelitas e Palestinianos, na Faixa de Gaza, e, chamando-lhe fronteira, daquele outro, construído entre o México e os Estados Unidos da América do Norte.

Para lembrar que existem, e para que caiam depressa…

Mário Abrantes

Angola

Em dia de efemérides, não podia deixar de assinalar hoje o 34º aniversário da independência de Angola. A 11 de Novembro de 1975 Portugal perdeu um povo escravizado e ganhou um país irmão de homens livres.

E, a propósito da data, nada mais adequado do que um poema do seu primeiro Presidente, o grande Agostinho Neto:

Havemos de voltar

Havemos de voltar
Às casas, às nossas lavras

às praias, aos nossos campos
havemos de voltar

Às nossas terras
vermelhas do café
brancas de algodão
verdes dos milharais
havemos de voltar

Às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo
havemos de voltar

Aos nossos rios, nossos lagos
às montanhas, às florestas
havemos de voltar

À frescura da mulemba
às nossas tradições
aos ritmos e às fogueiras
havemos de voltar

À marimba e ao quissange
ao nosso carnaval
havemos de voltar

À bela pátria angolana
nossa terra, nossa mãe
havemos de voltar

Havemos de voltar
À Angola libertada
Angola independente

Agostinho Neto

jota

Imperdoavelmente (devo estar a ficar velho...), deixei escapar ontem o 30º Aniversário da JCP.

Aprendi (aprendo), na JCP, coisas tão importantes como a amizade, a entrega, o trabalho, a organização, a camaradagem indefectível e inquebrantável. Encontrei (encontro) gerações de jovens que dão o melhor de si próprios, o melhor da sua juventude a uma causa que é maior do que nós. É neste trabalho de crescer, de aprender e transformar, que nos transformamos e transformamos a vida. Parabéns JCP!

pôr os bancos na ordem (actualizado)

PCP propõe proibição de taxas nos levantamentos Multibanco

De tempos a tempos, lá vêm os responsáveis das instituições bancárias falar sobre a necessidade de cobrar taxas sobre as operações multibanco, para "compensar o custo de um serviço prestado". Muitos média, obedientemente, apresentam aos portugueses como um facto consumado e inevitável.

O nível de dependência dos portugueses do multibanco e o volume das operações tornam muito tentadora a imposição de uma taxa. Falamos afinal de muitos milhares de milhões de euros por ano. Se não a conseguiram aplicar ainda foi porque, afinal, precisam de unanimidade no sector, sob pena dos bancos que a aplicassem verem fugir os seus clientes. Como já por aqui se escreveu, tal só não aconteceu porque o maior banco português é público e não o tem permitido.

Mas é tempo de o estado assumir a importância que a rede multibanco tem para a nossa economia e relembrar que os portugueses são dos europeus que mais pagam pelas suas diversas operações bancárias e que, por fim, com crise ou sem ela, os nossos bancos sempre mantiveram lucros fabulosos.

É tempo de meter os bancos na ordem.

Actualização:
Via Ardemares, fiquei a saber que o PS Açores se prepara para apresentar uma proposta no mesmo sentido para a Região. Esperemos que seja um sinal de coerência política e signifique que, na AR, o PS aprove a proposta do PCP, sob pena de termos um país e um PS com dois pesos e duas medidas.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Saramago sobre o desemprego


N'O Caderno de Saramago.

isto é política


PS, PSD e o seu pequeno satélite, o CDS-PP não parecem conseguir entender-se na Câmara de Angra do Heroísmo.

O que é que os divide? O projecto para o Concelho? A visão do futuro da cidade? As prioridades, os investimentos, as obras?

Nada disso! Este quase-incidente político tem apenas a ver com a repartição dos bem remunerados lugares nos conselhos de administração das empresas municipais.

Para estes partidos, política é isto.

construir a casa pelo telhado


Como se previa, o esforço de investimento público feito pelo Governo Regional na aquisição de habitações de pouco ou nada serviu, porque as empresas de construção usaram esses fundos directamente para amortizar dívidas. Portanto, como se esperava, 26 milhões de Euros seguiram directamente do bolso dos contribuintes para os cofres dos bancos, deixando as empresas basicamente na mesma.

Trata-se uma questão de estrutura produtiva. Desde os anos negros do cavaquismo que Portugal criou um sector de construção civil perfeitamente macrocéfalo. O desenvolvimento que tivemos foi de betão, integralmente dependente do investimento público e do financiamento bancário. E continua a ser assim, infelizmente, com o novo Governo a preparar-se para tentar alimentar a economia à base de obras públicas.

A existência de um sector da construção forte e activo seria um belíssimo sintoma de uma economia forte e saudável, se estivesse apoiado num consumo interno dinâmico e numa estrutura produtiva sólida que garantisse efectivamente emprego e rendimentos aos portugueses. Mas a realidade não é assim. Temos um sector sem base económica que o sustente, vivendo apenas do endividamento bancário e do financiamento público.

E enquanto não se alterar este paradigma, enquanto não se introduzirem mudanças muito significativas na estrutura do nosso sector produtivo, estas empresas continuarão a ser insustentáveis. É que, como os trabalhadores da construção bem sabem, não se constroi uma casa pelo telhado.

a banca

O contribuinte pagou pela nacionalização do BPN e vai pagar agora pela respectiva reprivatização, sem que tenha tido uma palavra sobre o assunto. Armando Vara, arguido, quiçá envolvido nalgum braço do polvo “face oculta”, esteve até agora no Millennium BCP. É esta a face de uma banca que o actual sistema político sustenta. Mas há uma face provavelmente mais oculta ou potencial da banca que nos passa despercebida (propositadamente?). Caro leitor sabe por acaso porque razão ainda não é obrigado a pagar uma taxa pelas operações que realiza com o seu cartão multibanco, apesar da cobrança dessa taxa constituir de há muito uma ambição para toda a banca privada portuguesa? Simplesmente porque existe uma instituição pública no sector - a CGD – que não alinha no esquema!

Choramingando, desejosa de cobrar aquilo a que chama um serviço, mas que só a ela traz ganhos, a banca privada vê-se forçada a reconhecer que a eventual cobrança dessa taxa deveria constituir uma decisão de TODA a banca, e que essa decisão teria de ser politicamente aceite. Ou seja, para falar claro: Enquanto uma só instituição bancária forte não alinhar no roubo, o roubo não se poderá concretizar. E como essa instituição ranhosa, além de forte, é pública, então só resta, como último recurso aos ladrões: pressionar o poder político…

Temos assim, e aqui, um exemplo flagrante e directo, embora infelizmente excepcional, de como pode ser vantajoso para o cidadão comum, que exista um sector bancário forte em que o capital esteja maioritariamente nas mãos (e sujeito às regras…) do poder público! E de que este poder, em lugar de capitular diante das pressões do poder económico, se deve (e, com este instrumento, se pode) sobrepor a ele, quando está em causa o interesse público.

Muitos economistas que analisam as causas da actual crise mundial, consideram milagroso o facto de, apesar da queda profunda das exportações e de os seus outros reflexos negativos se fazerem igualmente sentir na China, a economia deste país estar, mesmo assim, a crescer actualmente a uma taxa de 8%. Na tentativa de encontrar explicações para o milagre, alguns desses especialistas ocidentais referem uma característica diferente no sistema chinês: trata-se de um caso em que a maioria da banca é controlada pelo Estado e está a emprestar às pessoas, e aos pequenos negócios produtivos, em tempo recorde e com o mínimo de encargos, enquanto, a Ocidente, apesar das injecções massivas de capital público na banca privada, a crise do crédito aprofunda-se e os jogos financeiros renascem, falseando uma recuperação que ninguém sente…

Pense-se o que se quiser do actual modelo chinês, no caso concreto da banca como instrumento político e público de desenvolvimento e de combate à crise, o seu sucesso relativo está, no entanto, bem à vista, se analisarmos, em comparação, o que se está passando no modelo capitalista neo-liberal vigente a ocidente.

E bem melhor faria Sérgio Ávila se, em lugar de (locubrando), nos iludir sobre o carácter exclusivamente psicológico da crise nos Açores; sobre os montes de liquidez existente nas empresas açorianas, ou sobre o alto poder de compra das pessoas, para anunciar uma coisa sobre a qual o poder político regional pouco ou nenhum controlo actualmente possui, qual seja, a ultrapassagem da crise, nos anunciasse antes medidas suficientes de recomposição do sector bancário na Região com vista à restauração da sua componente pública, como medida efectiva, esta sim, de combate à crise que, por mais psicológica que seja na cabeça deste governante, realmente se mantém instalada e radicada nos Açores.

Mário Abrantes

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

igualdade


Não basta falar sobre a igualdade. É preciso agir para a pôr em prática. Veremos agora o valor das promessas eleitorais do PS.

a coluna que vai à frente

Continuo a seguir diariamente com grande interesse a 1ª Coluna do Diário Insular. Coragem, visão, lucidez e responsabilidade são atributos que ali encontro e que gostava de encontrar mais em mais espaços da nossa imprensa regional.

A Coluna de hoje
recoloca bem e com todas as letras a necessidade do regresso a políticas proteccionistas. Políticas que na prática estão a ser aplicadas por muitos países do mundo, a começar pelos EUA, mesmo que não se fale muito do assunto, para não chocar os dogmáticos do mercado. Mas é tempo de começar a chamar as coisas pelo seu nome.

mente livre



Abriu o Mente Livre, um blog do Carlos Faria, também responsável pelo interessante Geocrusoé. Boas notícias.

Trata-se de um espaço dedicado a discutir questões importantes com um bocadinho mais de profundidade do que é costume.

Um sítio e uma ocasião raros na nossa blogosfera, a não perder.

estágio em trabalhos forçados


PS, PSD e CDS uniram-se para chumbar a proposta do PCP para atribuir alguns direitos aos jovens dos programas estagiar.

Foram direitos tão básicos como faltas justificadas, estatuto de trabalhador estudante, férias (e convém lembrar que estes estágios chegam já a durar 2 anos) e, mesmo, o direito a licença de maternidade e paternidade (Sim. É verdade. Uma estagiária que engravide verá o seu estágio cancelado), que o PS, PSD e CDS reprovaram.

A JS e a JSD ficam mesmo muito mal nesta fotografia. Quanto aos jovens socialistas, contradizem a posição que o Conselho Regional da Juventude assumiu por unanimidade e terão agora de explicar a sua atitude perante este órgão. Quanto à JSD, acabou por contradizer as posições públicas do seu próprio Secretário-Geral, ao em vez de mudanças positivas se contentar com um oco "relatório de avaliação". Os respectivos líderes têm muito que explicar aos seus correligionários

A atitude foi a de quem gosta de usar a juventude para servir de decoração nos comícios, um crachá bonitinho para se usar na lapela, mas que, quando se trata de efectivamente fazer alguma coisa pelos jovens, demonstra ter outras preocupações e outras prioridades. As propostas do PCP acabam muitas vezes por ter este mérito: contra elas unem-se com naturalidade aqueles cujo único objectivo é que tudo fique na mesma.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

embargo ao direito


São já quase duas dezenas de resoluções a condenar a agressão dos EUA contra o estado cubano, a diferença é que, desta vez, foi aprovada com o número recorde de 187 votos a favor e 3 contra (os habituais EUA, Israel e o Palau) e duas abstenções, das Ilhas Marshal e da Micronésia. Vale a pena ler relato da sessão e as declarações de voto dos delegados, e ver a forma como os EUA displicentemente ignoram todas as regras do direito internacional.

Os EUA estão cada vez mais isolados numa posição que Barack Obama parece querer manter, apesar das promessas sobre um novo fôlego nas relações diplomáticas entre os EUA e o resto do mundo. Coerência, exige-se.