O texto de Pacheco Pereira, no Público de hoje, sobre o movimento dos Indignados, apesar da intenção analítica e futuróloga, não passa da demonstração, porventura inadvertida, da sua profunda intranquilidade.Quanto à análise do movimento e da sua composição, é convenientemente simplista, rotulando os indignados apenas como os filhos confusos do BE e do MRPP, assim obliterando a que será porventura a grande fatia dos que apoiam e participam neste movimento: jovens que nunca aderiram a nenhuma força nem credo político e, despidos por isso dessas referências, improvisam um protesto para dar voz à sua indignação. Esquece, também, aqueles que, como eu, participando, nos revemos noutras forças políticas.
Este texto não passa de uma tentativa de simplificar, de procurar rotular o que é complexo e plurifacetado e, no processo, desvalorizar as motivações e aspirações dos manifestantes, reduzindo-os a um bando de "pequeno-burgueses" desinformados, cuja única preocupação é sacudir a água do capote.
Adoro a forma como PP, querendo insultar, elogia, ao acusar o movimento de abusar do "“já”, uma das mais adolescentes das palavras". Uma acusação estranha para quem foi parte activa nos movimentos mais radicais e imediatistas de sempre na política portuguesa, afinal foi um dos fundadores do PCP-ML, de inspiração chinesa, que pretendia, saltando qualquer etapa, a transição directa do fascismo para o comunismo! É uma acusação que mostra o seu profundo ódio a tudo o que é novo e lhe recorda como se tornou tão inexoravelmente velho.
A palavra, que nunca surge no text
o, está presente em cada entrelinha: medo. Pacheco Pereira tem medo de um movimento que ameça o seu "staus quo", lembrando-lhe certamente a sua juventude e os ideiais que continua a esforçar-se por renegar em absoluto. E por isso o profundo desprezo e arrogância do intelectual do regime perante a populaça agitada.
PP termina o seu discurso com a mais assustada das frases: "na crise que vivemos é uma força com futuro e, quando (...) se juntar nas ruas às filas disciplinadas da CGTP, (...) então a coisa fia mais fino." PP sabe que isso já está a acontecer. Por isso t(r)eme.
Este texto não passa de uma tentativa de simplificar, de procurar rotular o que é complexo e plurifacetado e, no processo, desvalorizar as motivações e aspirações dos manifestantes, reduzindo-os a um bando de "pequeno-burgueses" desinformados, cuja única preocupação é sacudir a água do capote.
Adoro a forma como PP, querendo insultar, elogia, ao acusar o movimento de abusar do "“já”, uma das mais adolescentes das palavras". Uma acusação estranha para quem foi parte activa nos movimentos mais radicais e imediatistas de sempre na política portuguesa, afinal foi um dos fundadores do PCP-ML, de inspiração chinesa, que pretendia, saltando qualquer etapa, a transição directa do fascismo para o comunismo! É uma acusação que mostra o seu profundo ódio a tudo o que é novo e lhe recorda como se tornou tão inexoravelmente velho.
A palavra, que nunca surge no text
o, está presente em cada entrelinha: medo. Pacheco Pereira tem medo de um movimento que ameça o seu "staus quo", lembrando-lhe certamente a sua juventude e os ideiais que continua a esforçar-se por renegar em absoluto. E por isso o profundo desprezo e arrogância do intelectual do regime perante a populaça agitada.PP termina o seu discurso com a mais assustada das frases: "na crise que vivemos é uma força com futuro e, quando (...) se juntar nas ruas às filas disciplinadas da CGTP, (...) então a coisa fia mais fino." PP sabe que isso já está a acontecer. Por isso t(r)eme.

















